Bolsas europeias passam por correção após recordes e expectativa de paz na Ucrânia
Os principais índices das bolsas da Europa fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, depois do DAX ter renovado seu recorde de fechamento ontem. Investidores continuam avaliando a perspectiva de um acordo de paz na Ucrânia e a possibilidade dos EUA aplicarem tarifas sobre os produtos europeus.
Na agenda do dia, o mercado também analisou a segunda leitura do PIB da zona do euro, que teve alta de 0,1% no 4TRI24 na comparação com o 3TRI24, e avanço de 0,9% na comparação anual.
O índice Stoxx 600 recuou 0,34%, aos 551,88 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, teve queda de 0,37%. O DAX, de Frankfurt, cedeu 0,44%. E o CAC 40, de Paris, subiu 0,18%.
Na semana, os índices acumularam ganhos de 1,68%, 0,37%, 3,33% e 2,58%, respectivamente.
Ibovespa sobe com apoio de Petrobras e Vale; NY acelera alta após confirmação de tarifas recíprocas
[13/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Após iniciar a sessão no terreno negativo, o Ibovespa virou o sinal no início da tarde e firmou alta, com o apoio do desempenho de Petrobras e Vale, na contramão de suas respectivas commodities, e mesmo após a confirmação das tarifas recíprocas pelo presidente Donald Trump.
O fato de a medida não ter aplicação imediata foi considerado positivo pelo mercado. Assim, o índice fechou com ganho de 0,38%, aos 124.850,18 pontos, e volume de R$ 17,7 bilhões.
Petrobras ON registrou +0,28% (R$ 39,43) e Petrobras PN, +0,11% (R$ 36,32), em meio à defesa do presidente Lula para a realização de estudos para a exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Volátil, Vale subiu 0,13%, a R$ 54,86, influenciada pelo anúncio sobre as tarifas, o que deu fôlego a outras metálicas.
O dólar à vista fechou em alta de 0,10%, a R$ 5,7689. Já os juros futuros recuaram em todos os vértices da curva (DI Jan26 a 14,825%), acompanhando a queda nos rendimentos dos Treasuries.
Em NY, as bolsas aceleraram os ganhos depois de Trump determinar a cobrança de tarifas recíprocas. Antes disso, os índices já apresentavam um movimento altista com dados indicando o desaquecimento da atividade econômica nos EUA.
Dow Jones subiu 0,77% (44.711,43). S&P500 avançou 1,04% (6.115,07). Nasdaq ganhou 1,50% (19.945,64).
(Igor Giannasi)
Juros futuros caem com atividade fraca e alívio dos Treasuries após tarifas recíprocas não serem imediatas
Os juros futuros recuaram em todos os vértices da curva nesta quinta-feira, acompanhando a queda nos rendimentos dos Treasuries após Trump confirmar que as tarifas recíprocas dos EUA não serão aplicadas imediatamente, e reagindo a mais um indicador que sugere o desaquecimento da atividade econômica no país.
As vendas no varejo restrito caíram 0,1% em dezembro ante novembro, em linha com o esperado pelo mercado, enquanto o varejo ampliado encolheu 1,1% na mesma comparação, contrariando a expectativa de leve alta de 0,1%.
O dado vem na sequência do volume de serviços prestados, divulgado ontem, que caiu 0,5% no mesmo período, pior que a alta de 0,1% projetada pelos economistas. Na semana passada, o dado da produção industrial mostrou queda de 0,3% em dezembro ante novembro.
O secretário de Política Econômica (SPE) da Fazenda, Guilherme Mello, comentou que o ministério já vê dados que evidenciam a desaceleração da economia. Segundo ele, o conjunto de informações mostra que economia cresceu de forma robusta em 2024, mas tende a desacelerar em 2025. Contudo, segundo ele, a desaceleração será gradual.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,825% (de 14,895% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,930% (15,060%); Jan/29 a 14,785% (14,915%); Jan/31 a 14,800% (14,910%); Jan/33 a 14,740% (14,840%).
(Téo Takar)