Juros futuros derretem com Datafolha indicando queda da popularidade de Lula e com ajuda dos Treasuries
Os juros futuros queimaram prêmios nesta sexta-feira, especialmente na ponta longa, com investidores repercutindo a queda dos juros dos Treasuries e do dólar após dados mais fracos do varejo nos EUA, declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e principalmente, a piora expressiva na popularidade do presidente Lula na pesquisa Datafolha.
O recuo das vendas no varejo americano (-0,9%) em janeiro maior que o esperado (-0,1%) ajudou a enfraquecer o dólar globalmente e a derrubar os juros dos Treasuries, influenciando as taxas por aqui.
Galípolo também colaborou, especialmente para o recuo da ponta curta, ao reforçar o compromisso do BC em controlar a inflação.
As taxas aceleraram a queda no meio da tarde, logo após a divulgação do Datafolha. A aprovação do presidente Lula caiu de 35% para 24% em apenas dois meses, atingindo o menor nível dos três mandatos do petista. A reprovação também foi recorde, passando de 34% a 41%.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,765% (de 14,825% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,720% (14,930%); Jan/29 a 14,450% (14,785%); Jan/31 a 14,440% (14,800%); e Jan/33 a 14,400% (14,740%).
(Téo Takar)
Dólar fecha abaixo dos R$ 5,70 com piora na popularidade de Lula e Trump ‘light’
O dólar à vista furou o piso dos R$ 5,70 nesta sexta-feira e fechou no menor valor desde novembro do ano passado, com investidores buscando ativos de risco diante da forte queda de popularidade do presidente Lula e do fato de Donald Trump ainda não ter colocado em vigor as prometidas tarifas recíprocas.
A moeda americana operou em baixa durante toda a sessão, aqui e no exterior, com investidores avaliando que Trump foi menos duro do que se imaginava em relação à sua guerra comercial até agora, deixando margem para os países afetados negociarem alternativas.
O dólar acentuou a queda na última hora da sessão, logo após a divulgação da pesquisa Datafolha, que mostrou que a popularidade de Lula atingiu o menor patamar dos três mandatos dele como presidente, o que tende a dificultar sua reeleição em 2026.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,26%, a R$ 5,6962, perto da mínima do dia, de R$ 5,6947. Na máxima, marcou R$ 5,7704. Na semana, a moeda americana recuou 1,68%. Às 17h11, o dólar futuro para março recuava 1,19%, para R$ 5,7085.
Lá fora, o índice DXY caía 0,53%, para 106,748 pontos. O euro subia 0,28%, a US$ 1,0495. E a libra ganhava 0,24%, a US$ 1,2591.
(Téo Takar)
Petróleo volta a cair com acordo de paz entre Rússia e Ucrânia cada vez mais próximo
O petróleo recuou nesta sexta-feira, com investidores monitorando as declarações de Volodymyr Zelensky em um evento em Munique, na Alemanha, sinalizando que um possível acordo de paz com a Rússia está próximo.
Se confirmado, o fim da guerra derrubaria sanções e permitiria à Rússia voltar a exportar óleo para países do Ocidente, ampliando a oferta da commodity.
O Brent para abril cai 0,37%, a US$ 74,74 por barril, na ICE. E o WTI para março recua 0,77%, a US$ 70,74 por barril, na Nymex. Na semana, o Brent subiu 0,11% e o WTI caiu 0,37%.