Bolsas europeias sobem com expectativa de acordo de paz entre Rússia e Ucrânia
As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, com a possibilidade de um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Com as bolsas fechadas em NY por causa do feriado, os investidores repercutem a reunião de líderes europeus hoje em Paris para uma cúpula de emergência sobre o conflito.
O Goldman Sachs avalia, em relatório, que um acordo de paz poderia reduzir o risco de incertezas econômicas e os preços de energia, além de aumentar a confiança do consumidor e impulsionar o crescimento econômico.
Em contrapartida, a ameaça de Donald Trump de impor tarifas aos produtos europeus ainda gera algum grau de incerteza sobre o futuro econômico do bloco.
O índice Stoxx 600 subiu 0,59%, aos 555,65 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,41%. O DAX, de Frankfurt, teve alta de 1,26% e renovou o recorde de fechamento, aos 22.798,09 pontos. O CAC 40, de Paris, subiu 0,13%.
Tombo na popularidade de Lula antecipa outubro de 2026 para o mercado financeiro
Já é outubro de 2026 no mercado financeiro. O tombo de popularidade do presidente Lula na pesquisa Datafolha divulgada hoje confirmou o que outros levantamentos já vinham apontando nas últimas semanas, levando o petista a registrar seu pior desempenho dos três mandatos que esteve no Planalto.
O Datafolha fez as mesas de operações dispararem o ‘call eleitoral’: a Bolsa acelerou a alta, dólar e juros acentuaram a baixa. É verdade que ainda tem muito chão até a eleição presidencial. Inclusive, falta definir quem será o nome forte da direita para concorrer com Lula. E saber se a saúde do presidente permitirá que ele tente se reeleger.
Mas o ‘call’ ainda não estava embutido no preço dos ativos domésticos, que vinham refletindo outros fatores, como a piora do cenário fiscal, a deterioração das expectativas de inflação e as ameaças protecionistas de Donald Trump ao aço e ao etanol.
No caso do presidente americano, os investidores deverão ter algum respiro sobre a guerra comercial nas próximas semanas, uma vez que Trump colocou as tarifas em ‘stand by’ até início de abril, dando tempo para que os países afetados negociem e busquem algum acordo.
A semana ainda contou com dados de inflação nos EUA acima do esperado e as declarações de Jerome Powell, que reforçou o discurso de que o Fed não tem pressa em baixar os juros.
Bom fim de semana! (Téo Takar)
Ibovespa amplia ganhos após pesquisa sobre popularidade de Lula e alcança os 128 mil pontos
[14/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Registrando forte alta e alcançando o patamar dos 128 mil pontos, o Ibovespa melhorou seu desempenho em meados da tarde desta sexta-feira, embalado pela pesquisa Datafolha mostrando queda expressiva da popularidade do presidente Lula.
O índice fechou com ganho de 2,70%, aos 128.218,59 pontos. Na semana, a alta acumulada foi de 2,89%. Por sua vez, o volume somou R$ 26,3 bilhões.
O movimento altista já vinha se consolidando antes da divulgação da pesquisa, apoiado na performance da Petrobras e dos principais bancos. Petrobras ON teve elevação de 3,60%, a R$ 40,85, e Petrobras PN avançou 3,08%, a R$ 37,44.
Banco do Brasil puxou a tendência positiva entre seus pares, com +4,74%, a R$ 28,75. Já Vale teve alta de 1,48%, a R$ 55,67, na contramão do minério de ferro.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,26%, a R$ 5,6962, perto da mínima do dia, de R$ 5,6947.
Os juros futuros queimaram prêmios (DI Jan26 a 14,765%), com investidores repercutindo a queda dos juros dos Treasuries e do dólar após dados mais fracos do varejo nos EUA, declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e principalmente, a piora na popularidade de Lula.
Em NY, as bolsas fecharam sem direção única, diante de dados mistos da economia americana em janeiro e com os investidores ainda avaliando a política tarifária do presidente Donald Trump.
Dow Jones caiu 0,37% (44.546,08). S&P500 teve leve queda de 0,01% (6.114,63). Nasdaq subiu 0,41% (20.026,77). Na semana, os índices acumularam ganhos de, respectivamente, 0,53%, 1,47% e 2,58%.
(Igor Giannasi)