Bolsas europeias sobem de olho em possível acordo entre Rússia e Ucrânia
A maioria das bolsas da Europa fechou em alta hoje, estendendo os ganhos da véspera, com investidores ainda otimistas sobre as negociações para um possível acordo entre Rússia e Ucrânia.
As ações ligadas ao setor de defesa lideraram as altas, diante da demanda dos EUA para que os governos da região aumentem seus gastos militares e enviem tropas à Ucrânia, caso um cessar-fogo seja assinado.
Já no Reino Unido, o mercado repercutiu dados do mercado de trabalho mais fortes do que o esperado, aumentando as preocupações sobre a inflação britânica.
O FTSE 100, da Bolsa de Londres, seguiu na contramão dos demais índices e recuou 0,01%. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,20%. O CAC 40, de Paris, teve alta de 0,21%. O índice Stoxx600 subiu 0,32%, aos 557,17 pontos.
Ibovespa termina sessão em alta, mas reduz ritmo de ganhos, em sessão sem referência de NY
[17/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa reduziu o ritmo de ganhos ao longo da sessão, mas ainda fechou no campo positivo e teve liquidez reduzida, sem contar com a referência de NY, devido ao feriado do Dia dos Presidentes.
Ainda repercutiu no mercado a pesquisa do Datafolha de sexta-feira (14) mostrando queda significativa da popularidade do presidente Lula.
O índice avançou 0,26%, aos 128.552,13 pontos, com volume de R$ 18,6 bilhões. Os papéis de Petrobras contribuíram para o resultado do dia. Petrobras ON valorizou 1,13% (R$ 41,31) e Petrobras PN ganhou 0,61% (R$ 37,67). Por outro lado, Vale caiu 0,54% (R$ 55,37).
O pregão foi favorável para as chamadas ações cíclicas, beneficiadas pela queda dos juros futuros (DI Jan26 a 14,665%). O dólar à vista passou por leve correção, fechando em alta de 0,29%, a R$ 5,7125.
(Igor Giannasi)
Juros futuros caem com nova rodada de dados fracos de atividade e expectativas sobre eleições de 2026
Os juros futuros voltaram a cair nesta segunda-feira, ainda refletindo a pesquisa Datafolha de sexta-feira e também novos dados fracos de atividade.
O IBC-Br de dezembro recuou 0,73% em dezembro, acima da queda de 0,1% esperada pelo mercado, confirmando a tendência de desaceleração da economia vista em outros indicadores, e que pode levar o Copom a encurtar o atual ciclo de aperto monetário.
Já o Datafolha, que mostrou queda importante na popularidade de Lula e aumentou a chance de o presidente não conseguir se reeleger em 2026, abrindo espaço para o retorno da direita ao poder, continuou estimulando os investidores a buscarem ativos de risco hoje, desmontando posições mais agressivas nos DIs.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,665% (de 14,765% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,575% (14,720%); Jan/29 a 14,315% (14,450%); Jan/31 a 14,310% (14,440%); e Jan/33 a 14,250% (14,400%).
(Téo Takar)