Juros futuros sobem em movimento de correção alinhado com o câmbio

Os juros futuros médios e longos acompanharam o movimento de correção no câmbio e ganharam prêmios nesta quarta-feira, em uma sessão de agenda local vazia, com o foco dos investidores voltado ao cenário externo.

O único dado por aqui foi a 2ª prévia do IGP-M, que acelerou para 0,92%, de 0,17% em janeiro, mas sem força para mexer na ponta curta da curva.

Lá fora, os ataques de Donald Trump a Volodymyr Zelensky afastaram as expectativas sobre um acordo de paz na Ucrânia, elevando a aversão ao risco.

A Ata do Fed, por sua vez, confirmou que os membros do BC americano não têm pressa para voltar a cortar os juros por lá.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,685% (de 14,675% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,685% (14,560%); Jan/29 a 14,480% (14,315%); Jan/31 a 14,470% (14,310%); Jan/33 a 14,430% (14,250%).

(Téo Takar)

Dólar se recupera em meio a incertezas sobre tarifas de Trump, guerra na Ucrânia e Ata do Fed cautelosa

O dólar passou por correção e se recuperou diante do real nesta quarta-feira, depois de acumular queda de 2,5% neste mês e atingir o menor valor desde o início de novembro.

O câmbio local acompanhou o movimento da moeda no exterior, onde prevaleceu a cautela dos investidores após nova ameaça de tarifas por Donald Trump, desta vez sobre automóveis e medicamentos.

Trump também fez duras críticas a Volodymyr Zelensky, a quem chamou de ‘ditador’, aumentando as incertezas sobre o sucesso de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia com a intermediação dos EUA.

A Ata do Fed confirmou que os membros do BC americano querem ver mais progressos na queda da inflação, estão cautelosos sobre os efeitos das medidas de Trump.

Os membros também discutiram na última reunião uma eventual interrupção na redução do balanço patrimonial até a resolução da questão do limite da dívida pelo Congresso.

O dólar à vista fechou em alta de 0,66%, a R$ 5,7267, após oscilar entre R$ 5,6834 e R$ 5,7326. Às 17h12, o dólar futuro para março subia 0,48%, a R$ 5,7275.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,13%, aos 107,192 pontos. O euro caía 0,22%, para US$ 1,0426. E a libra perdia 0,38%, a US$ 1,2584.

(Téo Takar)

Petróleo sobe em meio à redução de oferta, enquanto investidor aguarda estoques dos EUA

O petróleo voltou a subir nesta quarta-feira, com investidores ainda repercutindo a queda na oferta por causa do ataque a uma estação de bombeamento na Rússia, afetando o fornecimento do Cazaquistão.

Além disso, permanece no radar a possibilidade de a Europa anunciar novas sanções contra o óleo russo.

O mercado também aguarda a divulgação dos dados semanais de estoques de petróleo nos EUA, adiados para amanhã por causa do feriado no início da semana.

O Brent para abril subiu 0,26%, a US$ 76,04 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês avançou 0,38%, a US$ 72,10 por barril, na Nymex.