Bolsas fecham em direções opostas na Europa e acumulam perdas na semana

Os principais índices de ações da Europa fecharam em direções opostas hoje, depois de uma abertura positiva, com investidores repercutindo dados de atividade no Reino Unido e na zona do euro.

Na semana, as bolsas acumularam perdas, com o mercado cauteloso em relação às negociações para um acordo de paz na Ucrânia e diante das novas ameaças de tarifas de Donald Trump.

O índice Stoxx 600 subiu 0,49%, aos 553,71 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 0,04%. O DAX, de Frankfurt, teve queda de 0,12%. Já o CAC 40, de Paris, subiu 0,39%. Na semana, os índices acumularam alta de 0,24% e quedas de 0,84%, 1,0% e 0,29%, respectivamente.

Neste final de semana, os investidores estarão atentos às eleições na Alemanha, cujo resultado deve influenciar diretamente a política fiscal da maior economia da Europa daqui para a frente.

Ibovespa tem leve alta, com apoio da Vale; NY cai em meio a balanços e negociações de paz na Ucrânia

[20/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em leve alta nesta quinta-feira, amparada pela forte valorização da Vale, após os resultados do 4TRI e anúncio de distribuição de dividendos. O índice avançou 0,23%, aos 127.600,58 pontos, com volume de R$ 24,3 bilhões.

Na segunda posição do ranking positivo, o papel da mineradora teve elevação de 3,68% (R$ 57,74). Por outro lado, os ganhos do Ibovespa foram limitados pelo desempenho negativo do Banco do Brasil, em reação especialmente pelo guidance apresentado pela estatal para 2025. A ação caiu 2,98%, a R$ 28,00.

Por sua vez, Petrobras ON registrou +0,59% (R$ 42,50) e Petrobras PN, +0,16% (R$ 38,50).

O dólar à vista fechou em baixa de 0,39%, a R$ 5,7044. Os juros futuros ficaram mistos, com os vencimentos curtos (DI Jan26 a 14,630%) e o miolo da curva em baixa, e os longos em alta.

Em NY, as bolsas caíram, em meio a balanços e negociações entre EUA e Rússia para um acordo de paz na Ucrânia, também realizando lucros após os recordes de fechamento do S&P500.

Dow Jones baixou 1,01% (44.176,65). S&P500 cedeu 0,43% (6.117,52). Nasdaq perdeu 0,47% (19.962,36). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

(Igor Giannasi)

Juros futuros terminam mistos, após leilão grande de prefixados do Tesouro e melhora do cenário externo

Os juros futuros terminaram mistos nesta quinta-feira, com os vencimentos curtos e o miolo da curva em baixa, e os longos em alta.

Diante da agenda vazia de indicadores, o mercado acompanhou de perto o leilão de prefixados do Tesouro e monitorou o cenário externo, onde dólar e juros dos Treasuries recuavam diante da possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia e da disposição de Donald Trump em negociar a relação comercial dos EUA com a China.

Diante da melhora do prêmio de risco local, o Tesouro aproveitou para fazer a maior emissão de títulos prefixados desde o segundo semestre de 2020 em termos de quantidade e risco para o mercado. Foram vendidas 23,7 milhões das 25 milhões de LTNs oferecidas e a totalidade das 7 milhões de NTN-Fs, com risco maior para o mercado (dv01).

Tudo indica que o Tesouro está se antecipando ao calendário expressivo de vencimentos do 1º semestre. Segundo o professor Alexandre Cabral, da B3 e Saint Paul, há cerca de R$ 750 bilhões em títulos públicos com vencimento entre 1º de janeiro e 31 de maio. Com as operações realizadas neste ano até agora, o Tesouro já conseguiu repor R$ 280 bilhões. “O Tesouro está aproveitando a melhora do mercado para aumentar o seu colchão de liquidez”, comentou Cabral no X.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,630% (de 14,685% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,600% (14,685%); Jan/29 a 14,440% (14,480%); Jan/31 a 14,510% (14,470%); Jan/33 a 14,490% (14,430%).

(Téo Takar)