Ibovespa registra baixa moderada; NY tem forte queda com dados econômicos e guerra na Ucrânia no foco
[21/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Seguindo a tendência externa de aversão ao risco, mas em menor intensidade, o Ibovespa fechou em baixa moderada de 0,37%, aos 127.128,06 pontos. Na semana, o índice caiu 0,85%. O volume somou R$ 24,4 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre ações (dado preliminar).
À tarde, o anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o governo editará uma MP para a abertura de crédito extraordinário de R$ 4 bilhões para atender às linhas do Plano Safra trouxe certo ruído ao mercado.
Por sua vez, as ações da Petrobras fecharam em baixa, em linha com o petróleo. Petrobras ON registrou -0,56%, a R$ 42,26, e Petrobras PN, -0,29%, a R$ 38,39. Já Vale avançou 0,73% (R$ 58,16), na máxima, acompanhando o minério de ferro.
O dólar à vista fechou em alta de 0,46%, a R$ 5,7306. Na semana, a moeda americana subiu 0,60%, interrompendo o rali de 7 semanas do real.
Os juros futuros recuaram (DI Jan26 a 14,515%), acompanhando a queda dos retornos dos Treasuries.
Em NY, depois de uma abertura mista, as bolsas fecharam em forte queda, com os índices piorando em reação a dados ruins da economia americana, além de os investidores monitorarem declarações do presidente Donald Trump sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e novas ameaças tarifárias.
Dow Jones baixou 1,69% (43.428,02). S&P500 recuou 1,71% (6.013,13). Nasdaq perdeu 2,20% (19.524,01). Na semana, os índices acumularam perdas de, respectivamente, 2,55%, 1,66% e 2,51%.
(Igor Giannasi)
Juros futuros acompanham recuo dos retornos dos Treasuries em sessão de agenda local fraca
Os juros futuros recuaram nesta sexta-feira, acompanhando a queda dos retornos dos Treasuries após dados ruins da economia americana, em uma sessão esvaziada de indicadores domésticos.
Por lá, o dado preliminar do PMI de serviços mostrou uma importante desaceleração da atividade, caindo de 52,9 em janeiro para 49,7 em fevereiro, contrariando expectativa de alta para 53,3.
Além disso, o sentimento do consumidor americano, medido pela Universidade de Michigan, despencou de 71,1 em janeiro para 64,7 na prévia de fevereiro, bem abaixo dos 67,8 esperados, atingindo o menor nível desde novembro de 2023.
Por aqui, os juros chegaram a se afastar das mínimas, momentaneamente, com a declaração do ministro Fernando Haddad, de que o governo decidiu baixar uma MP para criar um crédito extraordinário de R$ 4 bilhões para atender o Plano Safra, cujo financiamento foi suspenso ontem pelo Tesouro devido à falta de Orçamento, uma vez que o Congresso ainda não aprovou a peça orçamentária deste ano.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,515% (de 14,630% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,375% (14,600%); Jan/29 a 14,295% (14,440%); Jan/31 a 14,390% (14,510%); e Jan/33 a 14,410% (14,490%).
(Téo Takar)
Ruído sobre o plano safra gera receio de ‘pedalada’ e faz o dólar subir, encerrando rali de 7 semanas do real
O dólar à vista fechou em alta nesta sexta-feira, depois de passar boa parte do dia oscilando entre o terreno negativo e a estabilidade.
A piora do câmbio coincidiu com as declarações do ministro Fernando Haddad sobre a decisão do governo de editar uma medida provisória que abrirá um crédito em torno de R$ 4 bilhões para atender às necessidade de financiamento do Plano Safra.
O Tesouro informou ontem os bancos que operam crédito rural que suspendeu as contratações de empréstimos subvencionados pelo fato de o Orçamento deste ano ainda não ter sido aprovado pelo Congresso.
A MP foi interpretada pelo mercado como uma “pedalada” fiscal, mas o governo reiterou que a medida respeitará os limites de gastos do arcabouço fiscal para evitar a descontinuidade do plano safra.
O dólar à vista fecha em alta de 0,46%, a R$ 5,7306, após oscilar entre R$ 5,6943 e R$ 5,7362. Na semana, a moeda americana subiu 0,60%, interrompendo o rali de 7 semanas do real. Às 17h30, o dólar futuro para março subia 0,45%, a R$ 5,7380.
Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,22%, aos 106,608 pontos. O euro caía 0,34%, para US$ 1,0462. E a libra recuava 0,24%, para US$ 1,2636.
(Téo Takar)