Juros sobem e pressionam Ibovespa, que cai abaixo dos 126 mil pontos; NY segue mista antes de dados
[24/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa perdeu os 126 mil pontos (-0,96%, aos 125.911) na última hora, pressionado pelo recuo das ações mais sensíveis à alta dos juros e também pelos papéis de mineração e siderurgia, que reagem ao avanço nas taxas dos DIs (Jan/27 a 14,480%; Jan/31 a 14,430%) e à queda no preço do minério de ferro na China (-0,77% em Dailan), respectivamente.
Segundo operadores, as declarações do ministro do trabalho, Luiz Marinho, antecipando que o Caged de janeiro trará a criação de 100 mil empregos, ajudou a azedar o mercado doméstico. O número oficial será conhecido apenas na 4ªF.
A avaliação é de que um mercado de trabalho aquecido é um dos fatores que dificulta a convergência da inflação para meta do BC.
O dólar à vista segue comportado (+0,12%, a R$ 5,7375), em linha com o comportamento da moeda no exterior (DXY -0,07%, aos 106,544 pontos).
Em NY, as bolsas operam mistas (Dow Jones +0,46%; S&P500 +0,15%; Nasdaq -0,28%) e os juros dos Treasuries recuam (T-Note de 2 anos a 4,1853%; 10 anos a 4,4051%), com investidores cautelosos antes dos dados de PIB dos EUA e PCE, além do balanço da Nvidia (+0,07%), previstos para esta semana.
(Téo Takar)
Bolsas europeias caem em sessão de cautela, mas DAX sobe após eleições na Alemanha
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, com exceção do DAX, que avançou após o resultado das eleições parlamentares na Alemanha, com a vitória da coalizão conservadora formada pela União Democrata Cristã (CDU) e pela União Social Cristã (CSU).
A aceleração da inflação ao consumidor da zona do euro em janeiro para 2,5% na comparação anual limitou os ganhos nos mercados acionários. Além disso, investidores mantiveram a cautela em uma semana carregada de indicadores, especialmente a inflação e o PIB dos EUA.
Em Londres, o FTSE 100 fechou estável. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,62%. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,78%. E o índice Stoxx600 fechou em baixa de 0,08%, aos 553,39 pontos.
Em Wall Street, investidores terminam semana embolsando lucros após recorde do S&P500
Os investidores estavam dispostos a encontrar desculpas para embolsar lucros em Wall Street nesta sexta-feira, depois do S&P500 ter renovado seu recorde histórico no meio da semana.
A possibilidade de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia alimentou o apetite por risco nos últimos dias, mesmo depois dos ataques de Donald Trump a Volodymyr Zelensky, a quem chamou de ‘ditador’. O presidente ucraniano fingiu que não ouviu e manteve a disposição de negociar com os americanos uma saída da guerra, ciente de que não há como ignorar o poderio econômico e militar dos EUA.
Hoje, porém, a piora nos números de sentimento do consumidor, das expectativas de inflação e de atividade (PMI) no setor de serviços assustaram o mercado, que preferiu garantir dinheiro no bolso.
Os investidores ignoraram o fato de que o PMI industrial continuou subindo e, inclusive, ficou acima do esperado. Afinal, sinais de uma economia mais fraca seriam uma boa desculpa para o Fed voltar a cortar juros e permitir que as bolsas, já esticadas, sigam subindo.
A notícia, confusa, sobre uma descoberta de um novo tipo de coronavírus na China, apenas serviu para acentuar a correção dos ativos durante a tarde. A descoberta, em morcegos, seria transmissível aos humanos e teria potencial pandêmico maior que o vírus da Covid-19.
A notícia não deixa claro que não houve nenhum relato de transmissão, tampouco que há dezenas de tipos de coronavírus na natureza, muitos deles com potencial de infectar humanos. Na prática, tais contaminações, como a da Covid-19, são raríssimas.
Além disso, o mundo está bem mais preparado hoje, tecnicamente, para lidar com uma situação similar à pandemia de 2020. Vamos torcer para todo mundo continuar saudável na semana que vem.
Bom fim de semana! (Téo Takar)