Bolsas europeias fecham mistas, com empresas de armas em alta e fabricantes de chips em baixa

As bolsas europeias fecharam em direções opostas hoje, com ações do setor de defesa entre as maiores altas (Hensoldt +2,73%; Renk +5,50%), na expectativa de que o Parlamento alemão aprove medida que amplia os gastos do país com armas.

As declarações de Donald Trump, reiterando o plano de aplicar tarifas sobre produtos do Canadá e do México, e a notícia de que o republicano planeja endurecer as restrições a semicondutores da China deixaram os investidores na defensiva.

As empresas de semicondutores STMicroelectronics (-1,39%) e ASML Holding (-0,28%) ficaram entre os destaques negativos.

O índice FTSE100, de Londres, fechou em alta de 0,11%. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,07%. O CAC40, de Paris, perdeu 0,49%. E o índice Stoxx600 terminou em alta de 0,15%, aos 554,20 pontos.

Ibovespa recua aos 125 mil pontos com cenário fiscal no foco; NY fica majoritariamente em baixa

[24/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa ampliou as perdas na parte da tarde, recuando ao nível dos 125 mil pontos, tendo o cenário fiscal como foco depois de declarações do presidente Lula e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sugerindo que o governo poderá aumentar o gasto público.

Assim, o índice fechou em baixa de 1,36%, aos 125.401,38 pontos, com o volume somando R$ 19,1 bilhões.

Na contramão da alta do petróleo, Petrobras ON registrou -0,66% (R$ 41,98) e Petrobras PN, -0,70% (R$ 38,12). Já em linha com o minério de ferro, Vale também caiu (-0,91%; R$ 57,63).

O dólar à vista fechou na máxima do dia (+0,44%; R$ 5,7560), acompanhando a deterioração observada nos juros futuros (DI Jan26 a 14,650%), refletindo preocupações com a pressão inflacionária e o risco fiscal.

Em NY, após uma sessão volátil, as bolsas fecharam majoritariamente no campo negativo, com destaque para as perdas do setor de tecnologia.

Dow Jones subiu 0,08% (43.461,21). S&P500 recuou 0,50% (5.983,25). Nasdaq perdeu 1,21% (19.286,92). Por sua vez, os retornos dos Treasuries também cederam.

(Igor Giannasi)

Juros sobem com nova piora nas expectativas de inflação, sinais de mais gastos do governo e de emprego aquecido

Os juros futuros operaram em alta durante toda a sessão desta segunda-feira, refletindo preocupações com a pressão inflacionária e o risco fiscal.

Pela manhã, as taxas reagiram à nova piora das expectativas de inflação no Boletim Focus, com o mercado também se antecipando à divulgação do IPCA-15 de fevereiro nesta terça-feira, que deve saltar para 1,37%, depois de marcar alta de 0,11% em janeiro, segundo mediana das projeções dos economistas ouvidos pela Broadcast.

À tarde, o movimento de alta das taxas se acentuou com declarações do presidente Lula, dando a entender que o governo pode elevar os gastos para garantir um crescimento robusto da economia neste ano. A informação de que o presidente fará pronunciamento em rede nacional hoje para falar sobre os programas pé-de-meia e farmácia popular também não caiu bem entre os investidores.

Além disso, a Folha apurou que o governo pretende liberar integralmente o FGTS dos trabalhadores demitidos que tinham optado pelo saque-aniversário. Para completar, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, adiantou hoje que o Caged de janeiro, que será divulgado na quarta-feira, deve mostrar criação de mais de 100 mil empregos, dado que mostra um mercado de trabalho ainda aquecido, o que gera pressão inflacionária.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,650% (de 14,515% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,580% (14,375%); Jan/29 a 14,470% (14,295%); Jan/31 a 14,560% (14,390%); e Jan/33 a 14,590% (14,410%).

(Téo Takar)