Petróleo cai mais de 2% com piora no sentimento do consumidor dos EUA e reforço na ameaça de Trump sobre tarifas
O petróleo registrou forte queda nesta terça-feira, diante da piora do sentimento do consumidor americano sobre a economia e também pelo fato de Donald Trump ter reiterado sua promessa de aplicar tarifas sobre produtos importados do Canadá e do México a partir da próxima semana.
Os dois países são os principais fornecedores da commodity aos EUA, o que aumenta a incerteza sobre os efeitos da medida na demanda de óleo.
Além disso, o mercado monitora o andamento nas negociações de paz na Ucrânia, que pode levar à derrubada das sanções ao petróleo russo, ampliando a oferta no mercado.
O Brent para abril caiu 2,43%, a US$ 72,50 por barril, na ICE. Enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 2,50%, a US$ 68,93 por barril, na Nymex.
Ouro devolve ganhos após novo recorde, enquanto investidor aguarda acordo de paz na Ucrânia e tarifas de Trump
O ouro passou por realização de lucros nesta terça-feira, após renovar seu recorde de preço ontem, com investidores monitorando o avanço das negociações de paz na Ucrânia e a expectativa de efetivação das tarifas de importação de produtos do Canadá e México pelos EUA na próxima semana.
O contrato do metal precioso para abril caiu 1,49%, para US$ 2.918,80 por onça-troy na Comex.
Bolsas em NY tentam recuperação após susto com piora na confiança; juros caem e Ibovespa sobe após IPCA-15
[25/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas americanas (Dow Jones +0,26%; S&P500 -0,44%; Nasdaq -1,09%) tentam se recuperar nesta tarde, após intensificarem as perdas pouco depois do meio-dia, quando foi divulgado o índice de confiança do consumidor do Conference Board (98,3), que veio bem pior que o esperado pelo mercado (103,0) e atingiu o menor nível desde agosto de 2021.
O clima por lá já era negativo desde o início do pregão pelo fato de Donald Trump ter reiterado sua promessa de aplicar tarifas sobre produtos importados do Canadá e do México a partir da próxima semana.
As incertezas sobre a economia americana provocam queda nos juros dos Treasuries (T-note de 2 anos a 4,0901%; 10 anos a 4,2993%) e do dólar frente aos pares (DXY -0,19%, aos 106,391 pontos).
Por aqui, o recuo dos juros futuros (DI Jan/27 a 14,455%; Jan/31 a 14,460%), após o IPCA15 de fevereiro (+1,23%) ter ficado abaixo do esperado (+1,37%), ajuda as ações mais sensíveis às taxas elevadas, como Magazine Luiza ON (+8,30%) e mantém o Ibovespa em terreno positivo (+0,53%, aos 126.068 pontos).
Depois de um pico de alta de 1% no fim da manhã, o dólar à vista (+0,10%, a R$ 5,7615) segue mais comportado agora.
(Téo Takar)