Ibovespa tem ganho moderado em meio a alívio dos DIs e IPCA15 abaixo do esperado; NY fica sem direção única
[25/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em alta moderada de 0,46%, aos 125.979,50 pontos, em meio ao alívio dos juros futuros (DI Jan26 a 14,585%) após o IPCA15 de fevereiro ter ficado abaixo do esperado, apoiado no desempenho de papéis do sistema financeiro, mas com o ganho limitado por Petrobras e Vale. O volume somou R$ 21,6 bilhões.
Seguindo a queda do petróleo, Petrobras ON registrou -0,86% (R$ 41,62) e Petrobras PN, -0,45% (R$ 37,95). Já Vale cedeu 0,97%, a R$ 57,07, na contramão de seus pares metálicos.
O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,03%, a R$ 5,7542.
Mistas desde a abertura, as bolsas em NY fecharam majoritariamente no campo negativo, movimento influenciado pelo índice de confiança do consumidor do Conference Board ter vindo bem pior que o esperado.
Além disso, o mercado tem intensificado as preocupações com as consequências da política tarifária da gestão Trump.
Dow Jones subiu 0,37% (43.621,16). S&P500 recuou 0,47% (5.955,25). Nasdaq caiu 1,35% (19.026,39). Os retornos dos Treasuries também cederam.
(Igor Giannasi)
Juros futuros recuam com IPCA15 comportado e nova piora na avaliação do governo
Os juros futuros registraram queda moderada nesta terça-feira, apoiados pelo recuo dos juros dos Treasuries e também pelo IPCA15, que mostrou uma aceleração da inflação para 1,23%, um pouco menor que os 1,37% esperados pelos economistas.
Apesar de ligeiramente mais leve, o dado não deve alterar as expectativas de inflação para este ano, que já estavam na casa dos 5,65% no boletim Focus divulgado ontem.
O mercado ainda repercutiu o resultado de pesquisa CNT, que mostrou piora na avaliação do governo Lula, e monitorou o leilão do Tesouro, que vendeu 2,150 milhões de NTN-Bs, com risco menor para o mercado. O montante foi menor do que o do leilão da semana passada, de 5 milhões de títulos, que havia sido a maior oferta de NTN-Bs desde maio de 2021.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,585% (de 14,650% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,475% (14,580%); Jan/29 a 14,410% (14,470%); Jan/31 a 14,540% (14,560%); e Jan/33 a 14,550% (14,590%).
(Téo Takar)
Dólar termina de lado, com fluxo positivo compensando preocupação com confiança nos EUA
O dólar à vista encerrou a sessão desta terça-feira perto da estabilidade, depois de registrar um pico de quase 1% no fim da manhã por conta da piora inesperada do indicador de confiança do consumidor americano, que gerou uma aversão momentânea ao risco no câmbio.
Ao longo da tarde, o fluxo positivo para o mercado brasileiro falou mais alto, ajudado pelo IPCA15 de fevereiro, que mostrou aceleração (+1,23%) menor que o esperado (+1,37%).
O alívio no câmbio também contou com apoio de mais uma pesquisa de opinião, dessa vez da CNT, mostrando piora na avaliação do governo Lula.
O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,03%, a R$ 5,7542, após oscilar entre R$ 5,7440 e R$ 5,8140. Às 17h15, o dólar futuro para março caía 0,29%, a R$ 5,7560.
Lá fora, o índice DXY caía 0,28%, para 106,299 pontos. O euro subia 0,42%, a US$ 1,0510. E a libra ganhava 0,33%, a US$ 1,2668.
(Téo Takar)