Ouro sobe diante de incertezas sobre impacto de tarifas de Trump na economia mundial

O ouro retomou a trajetória de alta nesta quarta-feira, com investidores buscando proteção no metal precioso em meio às incertezas sobres os impactos da guerra comercial de Donald Trump sobre o ritmo de crescimento da economia global.

O contrato para abril fechou em alta de 0,40%, a US$ 2.930,60 por onça-troy na Comex.

Trump renova ameaças de tarifas e coloca investidores na defensiva

[26/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Os mercados globais azedaram na última meia hora, diante das ameaças de Donald Trump de impor tarifas de 25% aos produtos europeus, especialmente automóveis. Ele prometeu divulgar em breve os detalhes sobre as novas taxas.

O presidente americano também descartou abrir mão das tarifas e disse que elas, “talvez não todas”, entrarão em vigor em 2 de abril. Trump também confirmou um encontro com Volodymyr Zelensky em Washington na sexta-feira, mas descartou dar garantias de segurança à Ucrânia em troca dos minerais raros do país.

Em NY, as bolsas perderam fôlego (Dow Jones -0,37%; S&P500 +0,15%; Nasdaq +0,47%) e operam perto das mínimas do dia.

Os juros dos Treasuries também foram às mínimas nos vencimentos longos (T-Note de 10 anos a 4,2653%; T-bond de 30 anos a 4,5177%).

Por aqui, o Ibovespa perdeu os 125 mil pontos por alguns instantes (-0,62%, aos 125.192 pontos) e o dólar à vista acelerou a alta (+0,51%, a R$ 5,7835).

Os juros futuros, que já vinham em alta por causa do Caged acima do esperando, engordaram um pouco mais os prêmios (DI Jan/27 a 14,700%; Jan/31 a 14,720%).

(Téo Takar)

Bolsas europeias sobem com apoio de balanços e expectativa de acordo de paz na Ucrânia

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, embaladas pelos balanços positivos e pela notícia de um acordo de minerais de terras raras entre os EUA e a Ucrânia, que pode abrir caminho para um acordo de paz com a Rússia.

Entre as empresas que soltaram resultados, a AB Inbev teve forte alta de 8,7%, enquanto a Stellantis recuou 4,5%.

O índice Stoxx 600 subiu 0,99%, aos 559,68 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, teve alta de 0,72%. O DAX, de Frankfurt, avançou 1,71%. E o CAC 40, de Paris, se valorizou em 1,15%.