Dólar e juros dos Treasuries avançam com guerra comercial de Trump; NY e Ibovespa repercutem balanços

[27/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

As ameaças protecionistas de Trump mantêm o dólar em alta frente aos pares (DXY +0,79%, aos 107,248 pontos) e às divisas emergentes, inclusive o real (+0,38%, a R$ 5,8256). O mesmo acontece com os juros dos Treasuries (T-Note de 2 anos a 4,0973%; 10 anos a 4,2972%).

Pela manhã, Trump deixou no ar que poderia aplicar uma taxa adicional de 10% sobre os produtos da China, além dos 10% em vigor, informação que foi confirmada mais tarde por uma fonte da Casa Branca à CNBC.

Em entrevista também à CNBC, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, informou que um grande estudo sobre tarifas será publicado no dia 1º de abril. A partir dele, Trump decidirá sobre quais medidas serão adotadas.

As bolsas operam mistas em NY (Dow Jones +0,60%; S&P500 -0,09%; Nasdaq -0,66%), com Nvidia (-3,4%) pesando sobre as techs após a divulgação do seu balanço.

Aqui, o Ibovespa ensaia uma recuperação (+0,10%, aos 124.892 pontos), conforme Petrobras ON (-6,23%) e PN (-4,51%) se afastam das mínimas do dia, após a estatal decepcionar investidores com prejuízo no 4TRI24 e anunciar que não pagará dividendos extras.

Já os juros futuros (DI Jan/27 a 14,800%; Jan/31 a 14,840%) devolvem uma parte da forte alta de ontem, com investidores avaliando os números do Governo Central, que trouxe superávit de R$ 84,882 bilhões, pouco abaixo dos R$ 87,3 bilhões esperados pelos economistas.

(Téo Takar)

Bolsas europeias recuam, com montadoras entre maiores baixas do dia, após ameaça de tarifas de Trump

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, após novas ameaças de tarifas de Donald Trump, que ontem sinalizou que vai taxas as importações da zona do euro, especialmente de automóveis, em 25%.

As montadoras da região ficaram entre as maiores baixas do dia: Stellantis (-5,23%); Porsche (-3,5%) e BMW (-3,8%).

A Bolsa de Londres driblou o mau humor e subiu com ajuda de Rolls Royce (+15,2%), cujo balanço agradou o mercado. O FTSE100 fechou em alta de 0,35%. O DAX, de Frankfurt, caiu 1,04%. O CAC 40, de Paris, recuou 0,54%. E o Stoxx 600 fechou em baixa de 0,42%, aos 557,34 pontos.

Ibovespa piora seguindo tendência externa; NY perde força com tarifas de Trump para produtos da Europa

[26/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Após a recuperação da véspera, o Ibovespa teve uma sessão dominada pela aversão ao risco, diante da geração de vagas no Caged de janeiro bem acima do esperado.

O desempenho piorou na proximidade do fechamento, seguindo a tendência externa e afetado especialmente pela falta de ímpeto de Vale, Petrobras e Bradesco. O índice registrou baixa de 0,96%, aos 124.768,71 pontos, com volume de R$ 22 bilhões.

A ação da mineradora fechou na mínima do dia (-0,61%; R$ 56,72). Antes de reportar seus resultados do 4TRI, os papéis ON da petrolífera cederam 0,17%, a R$ 41,55, e os PN ficaram estáveis, a R$ 37,95. Já Bradesco PN registrou -1,95% (R$ 11,54) e Bradesco ON, -1,21% (R$ 10,65).

O dólar à vista recuperou a casa dos R$ 5,80, fechando em alta de 0,86%, a R$ 5,8035. Os juros futuros registraram forte acúmulo de prêmios (DI Jan26 a 14,760%), num cenário de emprego forte, risco fiscal e guerra tarifária do governo americano.

Em NY, depois de uma abertura no campo positivo, as bolsas perderam força com as novas ameaças de Donald Trump de impor tarifas de 25% para produtos europeus e com a confirmação de que a política tarifária para Canadá e México devem entrar em vigor a partir de 2 de abril.

Dow Jones caiu 0,43% (43.433,12). S&P500 subiu 0,01% (5.956,06). Nasdaq ganhou 0,26% (19.075,26). Já os retornos dos Treasuries cederam.

(Igor Giannasi)