Dólar sobe globalmente com pressões tarifárias de Trump
O dólar voltou a subir diante do real nesta quinta-feira, acompanhando o movimento de valorização da moeda americana frente aos pares e às divisas emergentes no exterior.
Uma nova onda de ameaças protecionistas de Donald Trump manteve os investidores na defensiva, enquanto tentam entender a extensão e os possíveis impactos das tarifas propostas pelo presidente americano.
Hoje, Trump repetiu que vai impor tarifas de 25% ao Canadá e México a partir do dia 4 e surpreendeu ao anunciar uma taxa adicional de 10% sobre os produtos chineses, além dos 10% já em vigor.
No cenário doméstico, novos rumores de medidas “heterodoxas” do governo para segurar a inflação de alimentos também deixaram os investidores cautelosos. Segundo o Broadcast, o governo estaria estudando reduzir as taxas de importação de milho, como forma de baratear as rações e, por tabela, as carnes, e também reduzir o imposto de importação do etanol, para aliviar o preço da gasolina.
A Folha apurou que uma redução no imposto de importação de trigo também está no radar.
O dólar à vista fechou em alta de 0,43%, a R$ 5,8287, após oscilar entre R$ 5,7960 e R$ 5,8370. Às 17h15, o dólar futuro para março subia 0,44%, a R$ 5,8310.
Lá fora, o índice DXY avançava 0,78%, para 107,248 pontos. O euro caía 0,80%, a US$ 1,0404. E a libra perdia 0,56%, a US$ 1,2607.
(Téo Takar)
Petróleo sobe com guerra tarifária de Trump, sanções à Venezuela e rumores de adiamento dos planos da Opep
O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, após Donald Trump confirmar que iniciará em 4 de março a aplicação de tarifas sobre as importações do México e do Canadá, que estão entre os principais fornecedores da commodity para o país.
O mercado também reagiu à decisão de Trump de revogar a licença da Chevron para explorar petróleo na Venezuela.
Durante a tarde, os contratos acentuaram o movimento de alta com rumores de que a Opep+ estuda adiar a ampliação da produção do bloco, prevista para ter início em abril, por causa das incertezas sobre os impactos das tarifas anunciadas por Trump e também das sanções dos EUA ao petróleo produzido na Venezuela, no Irã e na Rússia.
O cartel pode optar por aguardar um cenário mais claro sobre como ficarão a oferta e a demanda de petróleo após as medidas antes de iniciar a retomada da produção dos países-membros.
O Brent para maio avançou 2,08%, a US$ 73,57 por barril, na ICE. E o WTI para abril subiu 2,52%, a US$ 70,35 por barril, na Nymex.
Ouro cai com alta do dólar e dos juros dos Treasuries após novas ameaças protecionistas de Trump
O ouro recuou nesta quinta-feira, pressionado pelo avanço dólar sobre os pares (DXY +0,72%) e dos juros dos Treasuries após novas ameaças de tarifas de Donald Trump.
O contrato para abril recuou 1,18%, para US$ 2.895,90 por onça-troy na Comex.