Bolsas europeias reagem e terminam sessão levemente positivas, apesar de preocupações com Trump

As bolsas da Europa reagiram no fim do dia e fecharam em leve alta nesta sexta-feira, depois de uma sessão majoritariamente negativa, com investidores mantendo a cautela diante das intenções de Donald Trump de impor tarifas sobre produtos importados da União Europeia (UE) em breve, depois de ter confirmado a aplicação de taxas de 25% sobre produtos do México e Canadá a partir da próxima terça-feira, além de dobrar a tarifa sobre artigos da China, de 10% para 20%.

Entre as poucas exceções de alta hoje, a bolsa de Londres reagiu com otimismo ao encontro de ontem entre o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e Trump ontem, em Washington, com especulações de que os dois países chegarão a um acordo favorável para os ingleses.

O índice FTSE 100 fechou em alta de 0,61%. Em Frankfurt, o DAX terminou estável. O CAC 40, de Paris, apagou as perdas no fim da sessão e fechou em leve alta de 0,11%. Já o índice Stoxx600 terminou em leve baixa de 0,11%, aos 556,48 pontos.

Na semana, as bolsas tiveram ganhos de 1,74%, 1,18%, queda de 0,53% e alta de 0,62%, respectivamente. Já no mês, os índices acumularam altas de 1,54%, 3,77%, 2,03% e 3,29%.

Ibovespa fica estável, com Petrobras liderando baixas após prejuízo; NY piora com Nvidia puxando perdas

[27/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O desempenho do Ibovespa perdeu mais força próximo do fechamento, acompanhando a tendência externa, e o índice fechou quase estável, com leve alta de 0,02%, aos 124.798,96 pontos. O volume somou R$ 28,7 bilhões.

As ações da Petrobras tiveram as maiores perdas do dia, depois de a estatal divulgar prejuízo de R$ 17 bilhões no 4TRI, quando era esperado lucro, e anunciar que não pagará dividendos extraordinários. Vale recuou 0,74%, a R$ 56,30, seguindo o minério de ferro.

O dólar à vista voltou a subir e fechou em alta de 0,43%, a R$ 5,8287. Os juros futuros tiveram uma sessão bastante volátil, mas avançaram (DI Jan26 a 14,810%).

Em NY, as bolsas não conseguiram manter os ganhos da abertura e pioraram na parte da tarde, pressionadas especialmente pelo baixo desempenho de papéis ligados ao setor de semicondutores.

Depois do aguardado balanço reportado na véspera, os ativos da Nvidia tiveram forte queda de 8,48%, diante de margens de lucro menores do que o esperado.

Dow Jones caiu 0,45% (43.239,50). S&P500 recuou 1,59% (5.861,57). Nasdaq perdeu 2,78% (18.544,42). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

(Igor Giannasi)

Juros terminam em alta após sessão volátil, com Pnad, IGP-M, leilões do Tesouro, Trump e medidas heterodoxas

Os juros futuros tiveram uma sessão bastante volátil nesta quinta-feira, especialmente na ponta longa, enquanto os vencimentos curtos se mantiveram em alta durante toda a sessão.

A alta dos curtos foi, novamente, reflexo do mercado de trabalho aquecido. Depois do número forte do Caged ontem, hoje foi a vez da Pnad contínua mostrar um aumento da taxa de desemprego em janeiro (+6,5%) menor do que a expectativa dos economistas (+6,6%).

O IGP-M de fevereiro (+1,06%) um pouco acima do esperado (+1,01%) também fez pressão sobre os DIs curtos. Já os vencimentos médios e longos chegaram a devolver no meio da sessão parte dos prêmios expressivos acumulados ontem, com o mercado repercutindo os leilões de prefixados feitos hoje pelo Tesouro, com quantidade e riscos muito menores do que os da semana passada.

O Tesouro vendeu integralmente os lotes de 6 milhões de LTNs e 1 milhão de NTN-Fs, com risco (DV01) menor para o mercado, com lotes vendidos integralmente. Na semana passada, o montante ofertado foi de 25 milhões de LTNs e de 7 milhões de NTN-Fs, na maior emissão de prefixados desde o segundo semestre de 2020.

Porém, as taxas longas também passaram a subir no fim do dia, em meio à piora do clima no exterior e rumores de que o governo estaria avaliando medidas heterodoxas, como a redução de impostos de importação de alguns produtos, para aliviar a inflação de alimentos.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,810% (de 14,760% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,825% (14,795%); Jan/29 a 14,810% (14,815%); Jan/31 a 14,920% (14,900%); e Jan/33 a 14,910% (14,880%).

(Téo Takar)