Petróleo cai com dólar forte e incertezas sobre demanda com tarifas de Trump; perda no mês supera os 3%

O petróleo voltou a cair nesta sexta-feira, sentindo os efeitos do dólar forte sobre os pares (DXY +0,34%), em meio às incertezas sobre os impactos das tarifas anunciadas por Donald Trump sobre a economia global e a demanda da commodity.

O presidente americano confirmou ontem que as tarifas de 25% sobre o México e o Canadá, grandes exportadores de petróleo para os EUA, entrarão em vigor na próxima terça-feira.

Porém, a queda dos preços foi limitada à tarde pela tensa conversa de Trump com Volodymyr Zelensky na Casa Branca que, aparentemente, inviabilizou um acordo para buscar a paz entre Ucrânia e Rússia.

O WTI para abril fechou em queda de 0,83%, a US$ 69,76 o barril na Nymex. O Brent para maio recuou 1,03% (US$ 0,76), a US$ 72,81 o barril na ICE. Na semana, o WTI cedeu 0,90%, enquanto o Brent teve baixa de 2,17%. No mês, o WTI perdeu 4,5% e o Brent afundou 3,5%.

Ouro recua com dólar forte, mas acumula ganho de 2% no mês

O ouro fechou em baixa nesta sexta-feira, pressionado pelo dólar forte, que foi impulsionado pela preocupação dos investidores com a guerra tarifária imposta por Donald Trump.

O contrato para abril recuou 1,64%, para US$ 2.848,50 por onça-troy na Comex. Na semana, o metal precioso caiu 3,55%, mas no mês avançou 2%.

Wall Street azeda com conversa tensa entre Trump e Zelensky; aqui, escolha de Gleisi para SRI acrescenta mau humor

[28/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Os primeiros sinais de que não estão evoluindo bem as conversas entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky, que se reuniram nesta tarde na Casa Branca, fizeram as bolsas americanas virarem para o terreno negativo há pouco (Dow Jones -0,04%; S&P500 -0,12%; Nasdaq -0,20%).

Os juros dos Treasuries foram às mínimas (T-note de 2 anos a 3,9971%; T-note de 10 anos a 4,2325%), diante do aumento da aversão ao risco.

Aqui, além da piora externa, os ativos também refletem o mau humor do mercado com a escolha de Gleisi Hoffmann para comandar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação do governo no Congresso.

A escolha, que já vinha sendo cogitada desde ontem, gerou incômodo entre aliados de Lula e também membros do Centrão, como antecipou reportagem da Folha.

Há pouco, o Ibovespa renovava sua mínima aos 122.989 pontos (-1,45%). O dólar à vista segue perto da máxima (+1,09%, a R$ 5,8923), assim como os juros futuros, que retornam à casa dos 15% (DI Jan/27 a 15,025%; Jan/29 a 15,020%; Jan/31 a 15,120%).

(Téo Takar)