Ibovespa recua antes do Carnaval e com indicação de Gleisi; NY retoma força após discussão entre Trump e Zelensky

[28/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em forte queda antes do feriado prolongado do Carnaval, com a aversão ao risco agravada pela indicação da deputada petista Gleisi Hoffmann para ocupar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e em meio à discussão entre os presidentes Donald Trump e Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.

O índice baixou 1,60%, aos 122.799,09 pontos. Na semana, a queda acumulada foi de 3,40% e no mês, o recuo foi de 2,64%. Inflado pelos ajustes nas carteiras de fundos que seguem o MSCI Brazil, o volume somou R$ 36,1 bilhões.

Com a conclusão do acordo entre Eletrobras e União, as ações da companhia se destacaram entre os maiores ganhos do pregão. Eletrobras ON registrou + 2,60% (R$ 38,22) e Eletrobras PNB, +1,70% (R$ 41,97).

Por outro lado, em linha com suas respectivas commodities, Petrobras ON caiu 0,48%, a R$ 39,05, Petrobras PN cedeu 1,86%, a R$ 35,93, e Vale recuou 2,04%, a R$ 55,15, na mínima.

O dólar à vista disparou diante dos acontecimentos externos e locais, fechando em alta de 1,50%, a R$ 5,9163. A moeda americana subiu 3,24% na semana e ganhou 1,37% em fevereiro. Os juros futuros também avançaram (DI Jan26 a 14,980%).

Em NY, a tensa conversa entre os líderes americano e ucraniano chegou a afetar os índices durante a tarde, mas, as bolsas retomaram a força e firmaram alta consistente.

Ajudou no resultado a expectativa reforçada de corte de juros pelo Fed após dados de inflação em linha com o esperado e queda dos gastos com consumidor nos EUA.

Dow Jones subiu 1,39% (43.840,91). S&P500 ganhou 1,59% (5.954,50). Nasdaq avançou 1,63% (18.847,28). Na semana, os índices ficaram mistos, com Dow Jones acumulando ganhos de 0,95%, S&P500 caindo 0,98% e Nasdaq recuando 3,47%. Já no mês, as perdas foram de, respectivamente, 1,58%, 1,43% e 3,97%. Por sua vez, os retornos dos Treasuries cederam.

(Igor Giannasi)

Juros futuros voltam aos 15% em meio às tensões no exterior e risco fiscal com Gleisi na articulação política

Os juros futuros tiveram mais uma sessão de forte acúmulo de prêmios, em meio à deterioração do cenário externo, após a tensa reunião entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky, além da piora da percepção de risco fiscal doméstico, com a escolha de Gleisi Hoffmann para comandar a articulação política do governo junto ao Congresso.

Tudo isso em uma sessão que já pedia cautela do investidor por conta do feriado prolongado de Carnaval, enquanto os mercados americanos seguirão funcionando normalmente na segunda e terça-feira, com a promessa de Trump de aplicar tarifas sobre importações do México, Canadá e dobrar as taxas sobre produtos chineses a partir da terça-feira.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,980% (de 14,810% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,055% (14,825%); Jan/29 a 15,045% (14,810%); Jan/31 a 15,130% (14,920%); Jan/33 a 15,090% (14,910%).

(Téo Takar)

Dólar dispara com bate-boca de Trump com Zelensky e escolha de Gleisi para articulação política do governo

O dólar fechou em forte alta diante do real nesta sexta-feira, acompanhando o avanço da moeda americana sobre os pares no exterior, após o encontro tenso entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky, e refletindo também o desconforto dos investidores domésticos com a escolha de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais.

O dólar, que já vinha em alta desde cedo por causa da postura defensiva do mercado antes do feriado prolongado de Carnaval, que terá na terça-feira o início do tarifaço de Trump sobre produtos do Canadá, México e China, acentuou o movimento no início da tarde com a confirmação pelo Planalto de que o presidente Lula escolheu a atual presidente do PT para cuidar da articulação política do governo no Congresso.

No meio da tarde, a moeda disparou com o surpreendente bate-boca público entre Trump, Zelensky e JD Vance no Salão Oval da Casa Branca. As autoridades americanas disseram que o líder ucraniano desrespeitou os EUA. E Zelensky saiu de lá sem assinar o acordo para fornecer minerais raros aos EUA, que seria uma das etapa para um acordo de paz da Ucrânia com a Rússia.

O dólar à vista fechou em alta de 1,50%, a R$ 5,9163, após oscilar entre R$ 5,8235 e R$ 5,9178. A moeda subiu 3,24% na semana e ganhou 1,37% em fevereiro. Às 17h32, o dólar futuro para abril subia 0,87%, a R$ 5,9280.

Lá fora, o índice DXY avançava 0,36%, aos 107,628 pontos. O euro caía 0,27%, a US$ 1,0365. E a libra perdia 0,26%, a US$ 1,2571.

(Téo Takar)