Ibovespa tem alta com Vale e frigoríficos, mas Petrobras pesa; NY sobe com chance de Trump aliviar tarifas
[5/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa (+0,19%, aos 123.035 pontos) volta do feriado prolongado em alta modesta, impulsionado por Vale ON (+1,29%), que reage à meta de crescimento de 5% da China neste ano, e pelos frigoríficos (Marfrig ON +6,82%; BRF ON +5,24%), que podem tirar proveito da guerra tarifa entre EUA e China.
Já Petrobras ON (-3,97%) e PN (-3,06%) pesam contra, em linha com o tombo do petróleo (Brent/maio -2,76%; WTI/abril -3,24%), que sente a decisão da Opep de retomar a produção e o aumento dos estoques semanais nos EUA.
O dólar recua forte frente aos pares (DXY -1,26%) e às divisas emergentes, e por aqui não é diferente no ajuste de volta do feriado (-2,02%, a R$ 5,7968), em meio à expectativa de que Trump possa recuar em sua guerra comercial.
O alívio no câmbio ajuda os juros futuros (Jan/27 a 14,830%; Jan/29 a 14,815%), após o boletim Focus não trazer nenhuma mudança relevante nas expectativas do mercado.
Em Wall Street, as bolsas também apontam para cima (Dow Jones +0,79%; S&P500 +0,66%; Nasdaq +0,93%), após o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmar que um alívio nas tarifas contra o México e Canadá, especialmente sobre importação de automóveis, pode ser anunciado ainda hoje.
(Téo Takar)
Bolsas europeias sobem com estímulos fiscais na Alemanha
As bolsas europeias fecharam a quarta-feira em alta, impulsionadas pela expectativa de aumento substancial nos gastos com defesa e infraestrutura pelo futuro governo da Alemanha, o que deve dar suporte à atividade econômica no país nos próximos anos.
O futuro chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que os partidos que formarão o novo governo concordaram com os parâmetros gerais de uma grande reforma fiscal, incluindo um fundo no valor de 500 bilhões de euros a ser gasto em investimentos industriais e de infraestrutura ao longo de um período de dez anos.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 1,01%, a 556,65 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 3,55%. O FTSE, de Londres, teve alta de 0,07%. E o CAC 40, de Paris, subiu 1,85%.
Trump continua surpreendendo o mundo
Mais uma semana termina com Donald Trump surpreendendo o mundo. Depois de deixar claro que não vai voltar atrás, e nem dar mais prazo para negociações, o presidente americano confirmou a aplicação de tarifas de 25% sobre México e Canadá, e ainda dobrou a aposta contra a China, com taxa de 20%, botando a culpa nos chineses por não combaterem o tráfico de fentanil.
O dia “D” será 4 de março, quando o mercado brasileiro estará fechado para as festividades de Carnaval, o que explica boa parte do movimento de busca por ativos de proteção nesta sexta-feira.
Mas, o que ninguém poderia imaginar é que o tão aguardado encontro entre Trump e Volodymyr Zelensky nesta sexta-feira pudesse ter um desfecho tão trágico, com o ucraniano e sua comitiva sendo praticamente expulsos da Casa Branca.
O show televisivo, ao vivo e em rede mundial, montado por Trump e seu vice, JD Vance, teve ares de “reality show”. Só faltou Trump gritar para Zelensky: “You are fired!” (Você está demitido!), relembrando seus tempos de chefe mandão em “O Aprendiz”.
Deixando a piada de lado, a essa altura é difícil imaginar que rumo tomará a guerra real entre Rússia e Ucrânia, e como a Europa e a China se posicionarão, diante da guerra comercial.
Por aqui, o governo Lula continuou dando motivos para o mercado ficar de pé atrás em relação ao risco fiscal, ao anunciar Gleisi Hoffmann para o lugar de Alexandre Padilha na coordenação política do governo.
“Trocou seis por meia dúzia”, comentou um líder partidário do Congresso, lembrando ainda que Gleisi não tolera a política econômica de Haddad, o que joga ainda mais incertezas no ar.
Bom Carnaval! (Téo Takar)