Dólar derrete com dado de emprego mais fraco nos EUA, alívio em tarifas e meta de crescimento da China

O dólar à vista despencou diante do real nesta quarta-feira, acompanhando o enfraquecimento expressivo da moeda americana diante dos pares e de outras divisas emergentes no exterior.

Além da correção do câmbio acumulada nos últimos dias por conta do feriado prolongado de Carnaval, o movimento desta quarta-feira refletiu uma combinação de fatores. Um deles foi a consolidação da aposta do mercado de que o Fed poderá cortar os juros em até 75 pb neste ano, especialmente após a geração de empregos medido pela ADP em fevereiro (+77 mil) ter ficado bem abaixo do esperado (+143 mil).

Outro fator que também enfraqueceu o dólar foi a sinalização da Casa Branca de aliviar, ainda que temporariamente, as tarifas sobre importações do Canadá e do México. Donald Trump decidiu dar prazo de 1 mês antes de aplicar taxas sobre veículos vindos dos dois países, dentro do acordo do USMCA.

Também ajudou o real e outras divisas de países produtores de commodities a confirmação, pelo governo da China, da meta de crescimento de 5% do país para este ano.

O dólar à vista fechou em baixa de 2,71%, a R$ 5,7560, após oscilar entre R$ 5,8473 e R$ 5,7525. Às 17h09, o dólar futuro para abril caía 2,02%, a R$ 5,7905.

Lá fora, o índice DXY recuava 1,36%, aos 104,304 pontos. O euro subia 1,60%, para US$ 1,0789. E a libra ganhava 0,84%, a US$ 1,2897.

(Téo Takar)

Petróleo recua com retomada de produção da Opep+, aumento de estoques nos EUA e possível cessar-fogo na Ucrânia

O petróleo caiu quase 3% nesta quarta-feira em meio a uma combinação de fatores relacionados à expectativa de aumento da oferta da commodity.

A Opep+ confirmou que retomará sua produção gradualmente a partir de abril. As negociações para um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia, com a mediação dos EUA, voltaram ao radar após Volodymyr Zelensky indicar disposição de trabalhar sob a “forte liderança” de Donald Trump.

Já o dado semanal de estoques de petróleo nos EUA, medido pelo DoE, mostrou alta de 3,614 milhões de barris de petróleo, muito acima do crescimento de 200 mil barris estimado pelos analistas.

O Brent para maio caiu 2,44%, a US$ 69,30 por barril, na ICE. E o WTI para abril recuou 2,85%, a US$ 66,31 por barril, na Nymex.

Ouro fica estável, com investidor à espera de alívio nas tarifas de Trump

O ouro fechou perto da estabilidade nesta quarta-feira, com o dólar fraco dando apoio ao metal precioso, ao mesmo tempo em que o investidor mostrava maior apetite por risco, conforme surgiam informações de que Donald Trump pode aliviar as tarifas sobre importações do México e Canadá.

O contrato para abril subiu apenas 0,18%, a US$ 2.926,00 por onça-troy na Comex.