Bolsas europeias terminam mistas após BCE cortar juros
As bolsas europeias terminaram mistas nesta quinta-feira, com os mercados da zona do euro em alta após a decisão do BCE de reduzir os juros em 25 pb.
O movimento também ocorre após o governo Trump decidir por um alívio temporário nas tarifas sobre montadoras do mercado do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).
No entanto, as incertezas sobre as tarifas recíprocas americanas ainda permanecem no radar dos investidores.
Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 0,83%. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,47%. O CAC 40, de Paris, ganhou 0,29%, a 8.197,67 pontos. O índice Stoxx600 fechou em leve queda de 0,03%, aos 555,90 pontos.
Ibovespa tem leve alta com Vale e bancos, mas limitada por Petrobras; NY amplia ganhos após Livro Bege
[5/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Em uma sessão mais curta na volta do Carnaval, o Ibovespa fechou com leve alta de 0,20%, aos 123.046,85 pontos, com volume de R$ 19,8 bilhões.
O movimento foi apoiado pelo avanço das ações da Vale e dos principais bancos, mas limitado pela forte queda dos papéis da Petrobras, acompanhando o recuo expressivo do petróleo.
O ativo da mineradora subiu 0,80%, a R$ 55,59. Já Petrobras ON caiu 4,61% (R$ 37,25) e Petrobras PN cedeu 3,65% (R$ 34,62), figurando entre as maiores perdas do índice.
O dólar à vista despencou diante do real, fechando em baixa de 2,71%, a R$ 5,7560. Os juros futuros recuaram (DI Jan26 a 14,785%), sentindo o alívio no câmbio.
Em NY, depois de uma abertura sem direção única, as bolsas firmaram alta com a divulgação de dados econômicos melhores do que o esperado nos EUA e ampliaram os ganhos após o Livro Bege mostrar um leve aumento na atividade em janeiro.
Dow Jones subiu 1,14% (43.006,59). S&P500 ganhou 1,12% (5.842,63). Nasdaq teve elevação de 1,46% (18.552,73). Os retornos dos Treasuries também avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros sentem alívio no câmbio e devolvem quase 30 pb
Os juros futuros devolveram quase 30 pb de prêmio nesta quarta-feira, especialmente no miolo e na ponta longa da curva, refletindo principalmente o tombo de quase 3% do dólar frente ao real.
Por lá, o dado mais fraco de emprego da ADP reforçou a expectativa de corte de até 75 pb nos juros pelo Fed neste ano.
A possibilidade de Donald Trump aliviar as tarifas impostas ao Canadá e ao México, e a confirmação da meta de crescimento de 5% da China neste ano estimularam os investidores a buscar ativos de risco em mercados emergentes.
Por aqui, o noticiário fraco na volta do Carnaval e a estabilidade nas expectativas do boletim Focus abriram caminho para que os DIs seguissem o ambiente externo mais leve e registrassem por uma correção mais acentuada.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,785% (de 14,980% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,765% (15,055%); Jan/29 a 14,750% (15,045%); Jan/31 a 14,840% (15,130%); e Jan/33 a 14,820% (15,090%).
(Téo Takar)