Ibovespa registra mais um dia de leve alta; NY recua em meio a incertezas da política tarifária de Trump

[6/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa teve mais um dia de leve alta, com o suporte do desempenho da Vale, que avançou diante de perspectivas de estímulos econômicos da China. O índice subiu 0,25%, aos 123.357,55 pontos. O volume somou R$ 21,6 bilhões.

A ação da mineradora teve elevação de 1,10%, a R$ 56,20. Por outro lado, Petrobras ON registrou -0,75% (R$ 36,97) e Petrobras PN, -1,04% (R$ 34,26).

O dólar à vista teve uma sessão volátil, mas terminou de lado, com investidores monitorando tanto o noticiário externo, principalmente dos EUA e China, como o quadro político doméstico, com a informação de que o governo se reuniria nesta tarde com entidades do setor de alimentos para definir medidas para baixar os preços e conter a inflação.

A moeda americana fechou em alta de 0,06%, a R$ 5,7597. Por sua vez, os juros futuros recuperaram parte da queda de ontem (DI Jan26 a 14,815%).

Em NY, as bolsas fecharam em queda, com a cautela dos investidores diante do aumento das incertezas em relação à política tarifária do governo Trump. Além disso, houve uma pressão adicional da performance negativa das ações do setor de tecnologia.

Dow Jones caiu 0,99% (42.579,08). S&P500 recuou 1,78% (5.738,52). Nasdaq perdeu 2,61% (18.069,26). Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

(Igor Giannasi)

Juros corrigem parte da queda de ontem em meio a expectativa sobre medidas para inflação dos alimentos

Os juros futuros recuperaram parte dos prêmios perdidos ontem, em meio à piora do clima doméstico, especialmente após a notícia de que o governo convocou uma reunião com entidades do setor de alimentos nesta tarde no Planalto para definir medidas para conter os preços.

Investidores temem a interferência do governo no setor, com a adoção de medidas heterodoxas na tentativa de segurar a inflação e melhorar a popularidade do presidente Lula.

Na agenda do dia, dados de inflação confirmaram aceleração em fevereiro. O IPC-S acelerou a 1,18% em fevereiro, de 0,02% em janeiro, mas veio pouco abaixo do esperado (1,21%). O IPC-Fipe subiu 0,51% em fevereiro, de 0,24% de janeiro, acima das projeções (0,45%).

Já o Tesouro se mostrou mais moderado no leilão de prefixados de hoje e elevou pouco a oferta dos papéis, que ficaram com risco maior para o mercado.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,815% (de 14,785% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,820% (14,765%); Jan/29 a 14,880% (14,750%); Jan/31 a 14,990% (14,840%); e Jan/33 a 14,970% (14,820%).

(Téo Takar)

Dólar fica de lado em meio a alívio com EUA e China, mas medidas para segurar preços dos alimentos preocupam

O dólar à vista teve uma sessão volátil nesta quinta-feira, mas terminou de lado, com investidores monitorando tanto o noticiário externo, principalmente dos EUA e China, como o quadro político doméstico.

Nos EUA, a decisão de Donald Trump de voltar atrás e suspender até o início de abril a aplicação de tarifas sobre produtos do México e Canadá sinalizou que o presidente americano segue disposto a negociar e evitar uma guerra comercial.

Já na China, o destaque ficou por conta das declarações do presidente do PBoC, Pan Gongsheng, que acabaram dando fôlego às divisas emergentes. Ele afirmou que o BC chinês cortará as taxas de juros e a taxa de compulsórios em momento apropriado, ainda neste ano, e que a autoridade monetária também oferecerá empréstimos subsidiados para impulsionar os gastos dos consumidores.

Aqui, o mercado expressou preocupação com a informação de que o governo se reuniria nesta tarde com entidades do setor de alimentos para definir medidas para baixar os preços e conter a inflação. A notícia impulsionou tanto os juros como o dólar, em meio ao receio de que surjam medidas “heterodoxas.

O dólar à vista fechou em alta de 0,06%, a R$ 5,7597, após oscilar entre R$ 5,7328 e R$ 5,7808. Às 17h22, o dólar futuro para abril avançava 0,32%, para R$ 5,7890.

Lá fora, o índice DXY caía 0,20%, aos 104,099 pontos. O euro tinha alta de 0,05%, a US$ 1,0797. E a libra recuava 0,02%, a US$ 1,2890.

(Téo Takar)