Juros futuros derretem após PIB confirmar desaceleração e abrir espaço para Copom aliviar a mão na Selic
Os juros futuros derreteram nesta sexta-feira, após o PIB do 4º trimestre surpreender os economistas com uma desaceleração (+0,2% na margem) mais acentuada do que a estimada (+0,4%), abrindo caminho para o mercado apostar em um ciclo mais curto de aperto monetário do Copom.
A curva já precifica uma Selic terminal ao redor de 15%, enquanto analistas apostam em uma taxa final de 14,75% e já cogitam o início de um ciclo de afrouxamento no fim do ano.
Além do dado final do PIB mais fraco, chamou a atenção dos analistas a queda de 1% no consumo das famílias, interrompendo 13 trimestres seguidos de alta, o que sugere que o trabalho do Copom está surtindo efeito.
A alta do dólar e as medidas do governo para isentar o imposto de importação de alimentos acabaram ficando em segundo plano no mercado de juros.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,740% (de 14,815% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,570% (14,820%); Jan/29 a 14,535% (14,880%); Jan/31 a 14,650% (14,990%); Jan/33 a 14,620% (14,970%).
(Téo Takar)
Dólar sobe após PIB fraco, surpresa com déficit na balança comercial e isenção de imposto para alimentos
O dólar à vista fechou em alta nesta sexta-feira, com investidores avaliando os números mais fracos do PIB brasileiro e do emprego americano, além da surpresa com o déficit na balança comercial de fevereiro (-US$ 323,7 milhões), contrariando a previsão de superávit (+US$ 2,9 bilhões).
Um evento não recorrente, a importação de uma plataforma de petróleo de US$ 2,7 bilhões, acabou interferindo no resultado final da balança.
Além disso, o anúncio da isenção de imposto de importação para alguns alimentos também deixou investidores na defensiva, diante do risco de o governo anunciar mais medidas populistas que possam afetar o equilíbrio fiscal.
O dólar à vista fechou em alta de 0,53%, a R$ 5,7902, após oscilar entre R$ 5,7537 e R$ 5,8002. Na semana, porém, a moeda recuou 2,13%. Às 17h15, o dólar futuro para abril subia 0,38%, a R$ 5,8165.
Lá fora, o índice DXY caía 0,20%, aos 103,851 pontos. O euro subia 0,47%, para US$ 1,0841. E a libra ganhava 0,31%, a US$ 1,2920.
(Téo Takar)
Petróleo sobe após novo ataque da Rússia à Ucrânia e expectativa de novas sanções; payroll fraco limita alta
O petróleo voltou a subir hoje em meio às tensões geopolíticas na guerra da Ucrânia, após novos ataques da Rússia ao país, e diante da possibilidade de mais sanções americanas contra os russos.
Já o payroll abaixo do esperado limitou a alta da commodity, diante da sinalização de esfriamento da economia americana.
O Brent para maio teve alta de 1,29%, a US$ 70,36 por barril, na ICE. E o WTI para abril subiu 1,02%, a US$ 67,04 por barril, na Nymex. Na semana, porém, os contratos recuaram 3,3% e 3,90%, respectivamente, após a Opep+ confirmar a retomada de sua produção em abril.