Bolsas europeias recuam em meio a incertezas sobre tarifas e preocupação com risco de recessão nos EUA

As bolsas europeias caíam nesta segunda-feira, em meio às incertezas globais sobre a guerra comercial iniciada por Donald Trump, com investidores reagindo também às declarações do presidente americano no fim de semana, de que os EUA podem entrar em uma recessão em breve.

A cautela também precede a divulgação dos dados da inflação ao consumidor (CPI) nos EUA nesta semana.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 0,92%. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,75%. O CAC 40, de Paris, recuou 0,90%. O índice Stoxx600 fechou em baixa de 1,35%, aos 545,90 pontos.

Trump e Powell deixam seus recados ao mercado

Em meio às idas e vindas de Donald Trump e sua guerra comercial ao longo desta semana, o investidor sofreu com a volatilidade dos ativos globais.

O presidente americano usou suas habilidades midiáticas para prender a atenção do mundo e fazer o que bem entendia. Ainda mandou um recado direto para o mercado, afirmando que “não estou nem olhando para o mercado”.

Nesta sexta-feira, o mercado resolveu tentar não olhar para Trump e centrar o foco nos dados que, ao menos, são mais confiáveis.

O payroll desacelerou mais que o esperado e acendeu a luz amarela dos analistas para o risco de uma estagflação nos EUA. Mas Jerome Powell tratou de acalmar os ânimos à tarde, dizendo que o dado de emprego americano de fevereiro “mostrou que mercado de trabalho continua vigoroso”.

Ele repetiu que o Fed não precisa ter pressa, que a política monetária “está bem-posicionada” e acrescentou que, “se o emprego enfraquecer ou a inflação cair mais rápido, podemos relaxar a política”. Foi a deixa que o investidor queria para virar a mão e voltar às compras.

Aqui, o PIB mais fraco derrubou os prêmios nos juros futuros e deixou a bolsa brasileira mais atraente, diante da possibilidade de o Copom não levar mais a Selic até os 15% e, quem sabe, começar a aliviar os juros já no fim deste ano.

Bom fim de semana! (Téo Takar)

Ibovespa registra ganho firme com apoio de Petrobras, Vale e bancos; NY firma alta após fala de Powell 

[7/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Apoiado na boa performance das ações de Petrobras, Vale e bancos, em meio à queda dos juros futuros (DI Jan26 a 14,740%) e dados econômicos que agradaram ao mercado, além da ajuda da tendência externa positiva, o Ibovespa registrou forte ganho.

O índice fechou em alta de 1,36%, aos 125.034,63 pontos, com volume de R$ 20,4 bilhões. Na semana, a alta acumulada foi de 1,82%.

Petrobras PN subiu 1,08% (R$ 34,63), Petrobras ON ganhou 1,22% (R$ 37,42) e Vale avançou 1,46% (R$ 57,02).

Com os investidores avaliando dados como os números mais fracos do PIB brasileiro e do emprego americano, o dólar à vista fechou em alta de 0,53%, a R$ 5,7902. Na semana, porém, a moeda recuou 2,13%.

Em NY, as bolsas ganharam força e firmaram alta após declarações de Jerome Powell em meados da tarde. Para o presidente do Fed, “apesar do grande nível de incerteza, a economia dos EUA está em bom lugar”.

Dow Jones subiu 0,52% (42.801,72). S&P500 ganhou 0,55% (5.770,20). Nasdaq avançou 0,70% (18.196,22). Na semana, porém, os índices acumularam perdas de, respectivamente, 2,37%, 3,06% e 3,45%. Já os retornos dos Treasuries avançaram. 

(Igor Giannasi)