Petróleo recua 1,5% com risco de desaceleração da economia global
O petróleo caiu 1,5% nesta segunda-feira, diante da incerteza sobre a demanda global, após Donald Trump admitir no fim de semana que os EUA podem entrar em recessão em breve, o que levaria a uma desaceleração da economia global.
O mercado também aguarda a retomada da produção da Opep+ em abril, o que tende a pressionar ainda mais o mercado.
Por outro lado, a possibilidade novas sanções ao Irã e à Rússia limitaram a queda dos preços.
O Brent para maio terminou em baixa de 1,53%, a US$ 69,28 por barril, na ICE. E o WTI para abril recuou 1,50%, a US$ 66,03 por barril, na Nymex.
Ouro recua com investidor à espera de dados de inflação nos EUA para definir próximos passos do Fed
O ouro voltou a cair nesta segunda-feira, com investidores ajustando posições antes da divulgação dos dados de inflação nos EUA, que podem levar o Fed a retomar os cortes de juros no país.
O contrato para abril recuou 0,50%, a US$ 2.899,40 por onça-troy na Comex.
Wall Street entra em ‘sell-off’ após Trump colocar crescimento da economia em dúvida; Ibovespa tenta se segurar
[10/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas americanas entraram em liquidação na tarde desta segunda-feira (Dow Jones -1,88%; S&P500 -2,69%; Nasdaq -4,11%), com as ações de tecnologia liderando o movimento (Nvidia -5,2%; Apple –5,7%; Tesla -13,4%; Amazon -3,2%, Microsoft -3,5%). Grandes bancos também caem forte (Citi -5,0%; Goldman Sachs – 5,8%).
As declarações de Donald Trump no fim de semana, cogitando a possibilidade de uma recessão nos EUA, e as incertezas sobre o desenvolvimento da inteligência artificial no país diante do avanço da IA chinesa, como a DeepSeek, derrubam os ativos de risco, assim como os juros dos Treasuries (T-Note de 2 anos a 3,9144%; 10 anos a 4,2183%), com o investidor em busca de proteção.
Por aqui, o clima de aversão ao risco é sentido principalmente no dólar à vista (+0,90%, a R$ 5,8426), enquanto os juros futuros estão de lado (Jan/27 a 14,580%; Jan/29 a 14,520%) e o Ibovespa (-0,65%, aos 124.227 pontos) têm queda modesta, se comparado às pares americanas.
(Téo Takar)