Em menor intensidade, Ibovespa segue tendência negativa externa; NY tem forte queda com techs e fala de Trump
[10/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa acompanhou a tendência negativa externa, mas com menor intensidade, afetado especialmente pela baixa das ações da Vale, em linha com o minério de ferro. O índice fechou em queda de 0,41%, aos 124.519,38 pontos, com volume de R$ 20,2 bilhões.
O papel da mineradora cedeu 1,62%, a R$ 53,99. Os ativos da Petrobras ficaram no campo negativo, mas mais perto da estabilidade. Petrobras ON registrou -0,19% (R$ 37,35) e Petrobras PN, -0,03% (R$ 34,62).
O dólar à vista fechou em alta de 1,07%, a R$ 5,8521, acompanhando o movimento de fortalecimento da moeda americana frente a divisas emergentes no exterior.
Em NY, as bolsas tiveram forte queda, pressionadas pela performance negativa das ações do setor de tecnologia, em meio a incertezas sobre o desenvolvimento da inteligência artificial nos EUA, e por declarações do presidente Donald Trump admitindo a possibilidade de recessão no país neste ano.
Dow Jones caiu 2,08% (41.911,71). S&P500 recuou 2,70% (5.614,56). Nasdaq perdeu 4,00% (17.468,32). Os retornos dos Treasuries também cederam.
(Igor Giannasi)
Juros futuros sobem com aversão ao risco global
Os juros futuros fecharam em alta nesta segunda-feira, acompanhando o aumento da aversão ao risco no exterior, que se refletiu aqui principalmente no câmbio, enquanto os investidores aguardam pelos dados de inflação aqui e nos EUA ao longo da semana.
Declarações de Donald Trump, admitindo que os EUA correm o risco de entrar em uma recessão, e números mais fracos de inflação na China acenderam a luz amarela para a possibilidade de uma desaceleração mais importante da economia global neste ano.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,780% (de 14,740% na sessão anterior); Jan/27 a 14,675% (14,570%); Jan/29 a 14,635% (14,535%); Jan/31 a 14,760% (14,650%); e Jan/33 a 14,750% (14,620%).
(Téo Takar)
Dólar avança em meio a risco de desaceleração global
O dólar à vista fechou em alta diante do real nesta segunda-feira, acompanhando o movimento de fortalecimento da moeda americana frente a divisas emergentes no exterior, em meio a um clima de maior aversão ao risco nos mercados.
Investidores buscaram proteção no dólar e nos Treasuries por conta do aumento das incertezas sobre o risco de uma desaceleração global. Tal percepção ganhou força no fim de semana, com a declaração de Donald Trump, admitindo que os EUA podem entrar numa recessão, e com os números de inflação na China, que vieram abaixo do esperado.
Além disso, permanecem as dúvidas sobre quais medidas Trump pretende levar adiante em sua guerra tarifária.
O dólar à vista fechou em alta de 1,07%, a R$ 5,8521, após oscilar entre R$ 5,7732 e R$ 5,8716. Às 17h07, o dólar futuro para abril avançava 1,10%, a R$ 5,8780.
Lá fora, o índice DXY subia 0,08%, para 103,925 pontos. O euro ganhava 0,01%, a US$ 1,0834. E a libra caía 0,33%, a US$ 1,2878.
(Téo Takar)