Ibovespa registra ganho moderado; NY fica mista em meio à retaliação do Canadá contra tarifas de Trump
[12/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Em um pregão volátil e de giro baixo, tendo como pano de fundo o início da cobrança de tarifas dos EUA sobre o aço e o alumínio, o Ibovespa registrou ganho moderado. Os dados da inflação, em linha com o esperado, não chegaram a influenciar na sessão.
O índice fechou em alta de 0,29%, aos 123.866,39 pontos, com volume de R$ 18,1 bilhões.
As ações da Vale cederam 1,25%, a R$ 53,76. Já Petrobras ON subiu 0,36%, a R$ 36,71, e Petrobras PN ficou estável, a R$ 34,10.
O dólar recuou levemente diante do real, na contramão do exterior, fechando em baixa de 0,05%, a R$ 5,8088.
Em NY, as bolsas terminaram o dia sem direção única, com os índices buscando recuperação em meio à cautela do mercado com a política tarifária do governo Donald Trump e com o anúncio de retaliação do Canadá, fator que intensificou a guerra comercial entre os dois países.
Dow Jones caiu 0,20% (41.350,93). S&P500 subiu 0,49% (5.599,30). Nasdaq ganhou 1,22% (17.648,45). Os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros curtos caem e longos sobem com IPCA em linha e ajuste de seis por meia dúzia no Orçamento
Os juros futuros encerraram perto da estabilidade nos vencimentos curtos e com alta moderada na ponta longa, com investidores repercutindo o IPCA de fevereiro e detalhes dos ajustes que o governo vai fazer no Orçamento deste ano para acomodar novas despesas.
As taxas chegaram a mostrar queda firme no meio da tarde, com o vazamento da informação de que o governo faria um corte de R$ 7,7 bilhões no bolsa família.
Mas, logo a animação foi embora quando ficou claro que o governo estava trocando seis por meia dúzia. Faltava a informação de que os gastos com Previdência vão subir em R$ 8 bilhões.
O vale gás, com gasto total de R$ 3,5 bilhões, também foi acomodado no Orçamento deste ano. Já a despesa de R$ 12 bilhões com o pé de meia será incluída gradualmente nas contas do governo.
O IPCA acelerou para 1,31% em fevereiro, conforme esperado pelos economistas (+1,32%), mas a abertura dos números não agradou tanto, especialmente em relação ao setor de serviços. De toda forma, o Copom já contratou uma alta de 1pp na Selic na próxima semana, ficando em aberto o que o BC fará a partir de maio.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,700% (de 14,720% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,565% (14,535%); Jan/29 a 14,545% (14,480%); Jan/31 a 14,710% (14,590%); e Jan/33 a 14,720% (14,600%).
(Téo Takar)
Dólar esboça alívio com ajustes do governo no Orçamento para acomodar despesas
O dólar recuou levemente diante do real nesta quarta-feira, na contramão do exterior, com investidores mostrando algum otimismo em relação ao risco fiscal doméstico, após o vazamento de um documento do governo com detalhes sobre os ajustes no Orçamento deste ano.
Segundo apurou o Broadcast, o governo vai cortar R$ 7,7 bilhões do bolsa família, mas vai aumentar os gastos com Previdência em R$ 8 bilhões. Já a despesa com o pé de meia será incluída futuramente nas contas.
Lá fora, as atenções estiveram voltadas ao CPI de fevereiro (+0,2%), que veio um pouco melhor que o esperado (+0,3%), abrindo espaço para o Fed realizar 3 cortes de 25 pb nos juros neste ano.
A boa notícia sobre a inflação foi ofuscada pelo início da aplicação da taxa de 25% sobre as importações de aço e alumínio dos EUA, o que já provocou a reação de outros países.
O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,05%, a R$ 5,8088, após oscilar entre R$ 5,7857 e R$ 5,8472. Às 17h08, o dólar futuro para abril caía 0,11%, a R$ 5,8265.
Lá fora, o índice DXY subia 0,26%, aos 103,562 pontos. O euro perdia 0,18%, a US$ 1,0893. E a libra ganhava 0,17%, a US$ 1,2970.
(Téo Takar)