Ouro renova recorde com incerteza sobre tarifas e dados de inflação mais fracos

Os contratos futuros do ouro subiram nesta quinta-feira, renovando seu recorde de fechamento e se aproximando da marca de US$ 3 mil por onça-troy.

A alta teve como cenário de fundo a busca de investidores por ativos seguros em meio à incerteza sobre a agenda tarifária dos EUA e pelos dados mais fracos de inflação por lá, que podem sugerir que o Fed tenha mais espaço para cortar juros neste ano do que o previamente esperado.

O contrato para abril teve alta de 1,51%, a US$ 2.991,30 por onça-troy na Comex. Foi a terceira sessão consecutiva de avanço do metal precioso, que já subiu 2,64% nesta semana e 12% no ano.

Ibovespa ignora novo tombo de Wall Street e sustenta os 125 mil pontos

[13/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa segue em alta firme (+1,38%, aos 125.576 pontos) na tarde desta quinta-feira, descolado de seus pares americanos (Dow Jones -1,43%; S&P500 -1,41%; Nasdaq -1,92%).

Por aqui, CSN (7,91%) e CSN Mineração (+8,90%) lideram os ganhos após seus balanços do 4TRI e são acompanhadas de perto por B3 ON (+9,05%), que obteve vitória no Carf, se livrando de uma tributação bilionária.

A lista positiva ainda inclui Vale ON (+1,49%); Petrobras ON (+0,57%) e PN (+0,44%) e os grandes bancos (Itaú PN +1,71% e Bradesco PN +1,83%).

Nos EUA, a preocupação com o risco de recessão após o PPI ficar estável, contrariando a previsão de alta (+0,3%), e os novos desdobramentos da guerra comercial de Donald Trump, mantêm os investidores na defensiva.

Até mesmo a sinalização positiva de Vladimir Putin, de que pode aceitar um acordo de paz com a Ucrânia, mediante alguns ajustes na proposta americana, passou batida pelo mercado.

O dólar à vista segue de lado frente ao real (-0,03%, a R$ 5,8068), enquanto a moeda sobe diante dos pares no exterior (+0,21%, aos 103,825 pontos).

Os juros futuros devolvem até 11 pp na ponta longa da curva (DI Jan/27 a 14,505%; Jan/29 a 14,440%), com ajuda do recuo dos Treasuries (T-Note de 2 anos a 3,9425%; 10 anos a 4,2759%).

(Téo Takar)

Bolsas europeias caem após Trump revidar tarifa sobre uísque; aceno de Putin pela paz alivia baixa

As bolsas europeias recuaram nesta quinta-feira, pressionadas pelo acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e União Europeia, além das incertezas sobre as tensões entre Rússia e Ucrânia.

O clima nos mercados piorou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que retaliará a tarifa de 50% da União Europeia sobre o uísque americano com uma taxa de 200% sobre vinhos, champanhe e demais produtos alcoólicos da França e do resto da Europa.

As ações do setor sentiram o golpe: Pernod Ricard caiu 3,97%, a Rémy Cointreau recuou 4,67% e Campari perdeu 4,31%.

Perto do fechamento, os mercados ensaiaram recuperação, após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmar que concorda com a proposta de cessar-fogo apresentada pelos EUA, desde que o acordo leve a uma paz duradoura. Putin também destacou que há questões a serem discutidas, como a presença de tropas ucranianas isoladas em Kursk.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou em leve alta de 0,02%. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,48%. E o CAC 40, de Paris, perdeu 0,64%. O índice Stoxx600 fechou em baixa de 0,15%, aos 540,44 pontos.