Juros futuros longos devolvem até 15 pb com ajuda dos Treasuries e leilão expressivo de prefixados
Os juros futuros médios e longos devolveram até 15 pb de prêmio nesta quinta-feira, acompanhando o recuo nas taxas dos Treasuries após o PPI mais fraco e influenciados também pelo leilão do Tesouro, que vendeu um volume elevado de prefixados.
Além da influência externa, operadores atribuíram o alívio na ponta longa da curva a um movimento técnico, com investidores tomando prefixados e vendendo DIs. O Tesouro vendeu os lotes integrais de 6 milhões de NTN-Fs e de 27 milhões de LTNs. Foi a maior oferta de LTNs desde 10/12/2020, quando foram colocadas 45 milhões de papéis.
Já os vencimentos curtos praticamente não se mexeram, refletindo a expectativa para o Copom da próxima semana, que já contratou uma alta de 1 pp na Selic, para 14,25%. Fica a dúvida para maio diante dos novos sinais de arrefecimento da economia. O volume de serviços caiu 0,2% em janeiro, frente à previsão de recuo de 0,1%. O número de dezembro foi revisado de -0,5% para estabilidade.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,720% (de 14,700 no fechamento anterior); Jan/27 a 14,490% (14,565%); Jan/29 a 14,410% (14,545%); Jan/31 a 14,560% (14,710%); Jan/33 a 14,580% (14,720%).
(Téo Takar)
Dólar segue comportado diante do real, apesar de guerra de Trump; incerteza fiscal limita queda
O dólar terminou a quinta-feira em leve baixa diante do real, com investidores estrangeiros visualizando três quedas de 25 pb nos juros pelo Fed neste ano, após o PPI mais fraco que o esperado, enquanto o Copom deve sinalizar na próxima semana que vai levar a Selic para perto dos 15% até o meio do ano, o que torna o “carry trade” muito convidativo.
As incertezas sobre os impactos da guerra comercial de Trump ficaram em segundo plano, com o minério de ferro ganhando força e apoiando as moedas de países produtores, como o real brasileiro.
Por outro lado, a incerteza sobre o quadro fiscal limitou a queda da moeda, com o mercado aguardando a aprovação do Orçamento de 2025 pelo Congresso na próxima semana.
O dólar à vista fecha em baixa de 0,15%, a R$ 5,8002, após oscilar entre R$ 5,7917 e R$ 5,8358. Às 17h15, o dólar futuro para abril caía 0,09%, para R$ 5,8220.
Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,22%, para 103,843 pontos. O euro recuava 0,33%, a US$ 1,0852. E a libra perdia 0,12%, a US$ 1,2948.
(Téo Takar)
Petróleo fecha em queda com falas de Putin sobre cessar-fogo e reações a tarifas dos EUA
O petróleo devolveu parte dos ganhos de ontem, diante da sinalização do presidente russo, Vladimir Putin, de que pode aceitar um cessar-fogo no conflito com a Ucrânia, mas que ajustes ainda precisam ser feitos na proposta apresentada pelos EUA.
Investidores também permanecem atentos à guerra tarifária imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que tem provocado reações duras de outros países.
O Brent para maio fechou em baixa de 1,50%, a US$ 69,88 por barril, na ICE. E o WTI para abril recuou 1,66%, a US$ 66,55 por barril, na Nymex.