Dólar se enfraquece diante de divisas emergentes; fluxo gringo para a bolsa ajuda
O dólar voltou a cair diante do real nesta sexta-feira, acompanhando a fraqueza da moeda americana perante divisas emergentes no exterior, especialmente de países produtores de commodities.
A notícia de que o governo da China prepara mais uma rodada de estímulos e que pediu aos bancos para facilitarem o acesso ao crédito para consumo impulsionou os preços das commodities. Além disso, operadores relataram ingresso de capital estrangeiro rumo à bolsa e desmonte de posições compradas em dólar.
Lá fora, o dólar também caía frente aos pares, com investidores otimistas com a possibilidade de aprovação pelo Congresso dos EUA de uma nova proposta de financiamento do governo para evitar um “shutdown” a partir deste sábado.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,98%, a R$ 5,7433, após oscilar entre R$ 5,7123 e R$ 5,7913. Na semana, a moeda recuou 0,81%. Às 17h08, o dólar futuro para abril caía 1,04%, a R$ 5,7625.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,12%, aos 103,700 pontos. O euro subia 0,28%, a US$ 1,0883. E a libra tinha baixa de 0,15%, a US$ 1,2934.
(Téo Takar)
Petróleo sobe com estímulo ao consumo na China e ameaça de novas sanções à Rússia
O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, acompanhando a recuperação de outras commodities após a informação de que o governo da China determinou que os bancos incentivem o crédito ao consumo e o uso de cartões de crédito, como parte de uma campanha para encorajar a população da segunda maior economia do mundo a gastar mais.
O mercado também monitorou a ameaça dos países do G7 de impor novas sanções à Rússia, incluindo limites aos preços do petróleo, caso as negociações para um cessar-fogo na Ucrânia não avancem.
O Brent para maio fechou em alta de 1,00%, a US$ 70,58 por barril, na ICE. E o WTI para abril subiu 0,94%, a US$ 67,18 por barril, na Nymex. Na semana, o Brent acumulou alta de apenas 0,31% e o WTI ganhou 0,20%.
Ibovespa avança de olho em estímulos da China; Wall Street se recupera de perdas recentes
[14/3/2026] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas seguem em forte alta aqui e no exterior nesta tarde, com investidores reagindo a novos estímulos econômicos na China e à sinalização de que o Congresso americano não deixará o país chegar ao ‘shutdown’ neste sábado.
Em NY (Dow Jones +1,38%; S&P500 +1,78%; Nasdaq +2,22%), investidores também aproveitam as “penchichas”, após as fortes quedas recentes, especialmente na área de tecnologia (Nvidia +4,18%; Tesla +3,03%).
Aqui, o Ibovespa sobe 2,24% (128.448,52 pontos), embalado pelas blue chips Vale ON (+2,95%), Petrobras ON (+3,60%) e PN (2,56%), Itaú PN (+3,31%) e Bradesco PN (+3,95%).
Já o dólar cai forte diante do real (-1,27%, a R$ 5,7273), o que sugere entrada de capital estrangeiro, provavelmente em direção à bolsa.
Já os juros futuros passaram a mostrar alta moderada nesta tarde (DI Jan/27 a 14,555%; Jan/29 a 14,465%), mesmo após dados mais fracos de varejo e o resultado do setor público dentro do esperado.
(Téo Takar)