Ibovespa ignora guerra comercial de Trump e registra melhor semana em mais de 6 meses
A bolsa brasileira ignorou a guerra comercial de Donald Trump e registrou sua melhor semana em mais de seis meses, com alta de mais de 3%. Uma combinação de possíveis estímulos na China com a chance de o Copom encurtar o ciclo de aperto monetário devido aos sinais de fraqueza da economia ajudaram os ativos domésticos, que se descolaram de Wall Street.
Por lá, as bolsas caíram até 3% nesta semana, com os investidores colhendo os frutos das incertezas geradas por Donald Trump. Ele mesmo admitiu, e depois voltou atrás, sobre o risco de o país ter que passar por uma “fase de transição”, que incluiria recessão e inflação mais alta, antes da economia alcançar os objetivos do republicano, que ninguém sabe direito quais são.
O dólar por aqui também deu refresco e fechou abaixo de R$ 5,75, acompanhando a tendência externa de enfraquecimento da divisa americana especialmente diante das moedas emergentes e acusando uma provável entrada de fluxo gringo, de olho tanto na renda fixa convidativa como nos ativos aparentemente baratos da B3.
As expectativas para a próxima semana devem ser concentradas, além das reuniões do Copom e do Fed, claro, na possibilidade de a Rússia aceitar o acordo de cessar-fogo na Ucrânia proposto pelo EUA, Isso se Putin não estiver apenas enrolando e ganhando tempo, como argumentou Zelensky hoje.
Bom fim de semana! (Téo Takar)
Ibovespa tem melhor desempenho do ano com apoio de commodities e bancos; NY registra ganhos expressivos
[14/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Seguindo a tendência positiva externa, o Ibovespa chegou perto do patamar dos 129 mil pontos no fechamento desta sexta-feira – nível que foi rompido durante a sessão –, em seu melhor desempenho do ano.
O índice fechou em alta de 2,64%, aos 128.957,09 pontos, impulsionado pela boa performance de papéis ligados a commodities, diante da notícia de novos estímulos econômicos na China, e dos principais bancos. O volume financeiro somou R$ 27,2 bilhões. Na semana, o ganho acumulado foi de 3,14% maior alta semanal desde agosto de 2024.
Petrobras ON subiu 3,90% (R$ 38,41), Petrobras PN ganhou 3,08% (R$ 35,50) e Vale avançou 3,28% (R$ 56,29).
Acompanhando a fraqueza da moeda americana perante divisas emergentes no exterior, o dólar voltou a cair diante do real e fechou em baixa de 0,98%, a R$ 5,7433.
Em NY, após a forte queda da véspera, as bolsas registraram ganhos expressivos com a sinalização de que a gestão Donald Trump deve conseguir aprovar projeto de financiamento para manter as atividades federais, evitando a paralização do governo.
Dow Jones subiu 1,65% (41.488,19). S&P500 avançou 2,13% (5.638,94). Nasdaq ganhou 2,61% (17.754,09). Na semana, porém, os índices acumularam perdas de, respectivamente, 3,07%, 2,27% e 2,43%. Já os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros sobem com possibilidade de novo atraso na aprovação do Orçamento de 2025
Os juros futuros encerraram a sexta-feira em leve alta, com investidores preocupados com a possibilidade de novo atraso na aprovação do Orçamento de 2025.
A virada das taxas para terreno positivo ocorreu no meio da tarde, após informação do Poder 360 de que a votação no plenário do PLOA, previsto para próxima semana, pode ser adiada em função da viagem de Motta e Alcolumbre ao Japão junto com o presidente Lula e da provável demora da divulgação e análise do relatório do senador Angelo Coronel, uma vez que o governo pediu diversas alterações na peça orçamentária.
Mais cedo, as taxas chegaram a cair, acompanhando o alívio no câmbio e reagindo ao resultado do setor público consolidado, que registrou superávit de R$ 104,1 bilhões, pouco acima dos R$ 101,8 bilhões esperados.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,730% (de 14,720% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,530% (14,490%); Jan/29 a 14,425% (14,410%); Jan/31 a 14,580% (14,560%); Jan/33 a 14,610% (14,580%).
(Téo Takar)