Estímulos na China e fluxo gringo para bolsa e renda fixa derrubam dólar abaixo dos R$ 5,70

O real voltou a se valorizar diante do dólar nesta segunda-feira, acompanhando movimento de outras divisas de países produtores de commodities, que reagiram ao anúncio de estímulos na China e aos dados de varejo e indústria do país melhores que o esperado.

Por aqui, o maior apetite dos investidores por ativos de risco e a expectativa de nova alta na taxa Selic nesta quarta-feira garantiram um fluxo gringo favorável ao mercado brasileiro.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, a R$ 5,6864, após oscilar entre R$ 5,6664 e R$ 5,7399. Às 17h10, o dólar futuro para abril caía 1,16%, a R$ 5,6985.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,31%, para 103,395 pontos. O euro ganhava 0,24%, a US$ 1,0921. E a libra subia 0,44%, a US$ 1,2990.

(Téo Takar)

Ouro se mantém acima dos US$ 3 mil com dólar fraco e preocupação com impacto de tarifas de Trump

O ouro voltou a subir, se sustentando acima da linha dos US$ 3 mil por onça-troy, com investidores ainda preocupados com o risco de desaceleração da economia global por causa da guerra tarifária de Donald Trump.

A queda do dólar frente aos pares e o anúncio de novos estímulos econômicos na China deram fôlego aos preços dos metais, incluindo o ouro.

O contrato para abril encerrou em alta de 0,17%, a US$ 3.006,10 por onça-troy, na Comex.

Otimismo com China e economia doméstica embalam Ibovespa; NY se recupera de olho em paz na Ucrânia

[17/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa segue em alta firme nesta tarde e testa o patamar dos 131 mil pontos (+1,67%, aos 131.109), embalado pelas blue chips: Petrobras PN (+2,25%); Petrobras ON (+2,79%); Vale ON (+1,49%); Itaú PN (+2,68%) e Bradesco PN (+1,90%).

O apetite por risco deriva da combinação do noticiário vindo da China, com sinalização de mais estímulos e dados positivos de produção industrial e vendas no varejo, e do ambiente doméstico, com o IBC-BR surpreendendo os analistas, ao mostrar uma retomada no ritmo da atividade.

Em NY, as bolsas também firmaram em terreno positivo (Dow Jones +1,09%; S&P500 +0,93%; Nasdaq +0,71%) após a Casa Branca confirmar uma reunião por telefone entre Trump e Putin amanhã para discutir a paz na Ucrânia.

O dólar à vista recua 0,99%, a R$ 5,6864, em linha com a queda da moeda americana frente aos pares lá fora (DXY -0,30%, aos 103,403 pontos).

Os juros futuros recuam (DI Jan/27 a 14,490%; Jan/29 a 14,325%) com o alívio no câmbio, exceto no vencimento mais curto (Jan/26 a 14,745%), à espera da decisão do Copom desta semana.

(Téo Takar)