Ibovespa registra nova alta firme, apoiado em commodities e bancos; NY vira sinal da abertura e avança

[17/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Depois do forte ganho da sessão anterior, o Ibovespa novamente fechou em alta firme, apoiado nas ações ligadas a commodities, na esteira do anúncio de estímulos à economia na China, e dos principais bancos.

O índice avançou 1,46%, aos 130.833,96 pontos, e chegou a romper o patamar dos 131 mil pontos durante o dia. O volume somou R$ 22,9 bilhões.

Petrobras ON valorizou 2,32% (R$ 39,30) e Petrobras PN teve elevação de 1,86% (R$ 36,16). Vale subiu 1,44%, a R$ 57,10.

Os papéis mais sensíveis ao ciclo econômico se beneficiaram do alívio dos juros futuros e se destacaram no ranking positivo.

O real voltou a se valorizar diante do dólar, acompanhando movimento de outras divisas de países produtores de commodities. Assim, o dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, a R$ 5,6864.

Em NY, após as fortes quedas da semana passada e da abertura com sinal negativo, as bolsas mudaram a tendência e firmaram alta, enquanto os investidores avaliavam os dados das vendas no varejo americano em janeiro, que vieram abaixo das estimativas.

Dow Jones subiu 0,85% (41.841,63). S&P500 ganhou 0,64% (5.675,12). Nasdaq avançou 0,31% (17.808,66). Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

(Igor Giannasi)

J&F e BNDESPar firmam acordo que define mecanismo de proteção sobre listagem de ações da JBS em NY

A J&F e o BNDESPar firmaram um acordo que define um mecanismo de proteção sobre listagem de ações da JBS em NY. O BNDESPar poderá receber até R$ 500 milhões caso a valorização das ações da JBS não atinja determinada expectativa após a dupla listagem (na B3 e em NY).

Em função do acordo, BNDESPar se absterá de exercer seu direito de voto em assembleia que decidir sobre dupla listagem. Assim, caberá aos demais minoritários da JBS a decisão sobre a aprovação ou não da dupla listagem.

O acordo será válido desde que a dupla listagem ocorra até final de 2026.

Juros médios e longos seguem alívio do câmbio com China e menor risco fiscal

Os juros futuros médios e longos recuaram nesta segunda-feira, acompanhando o alívio no câmbio após notícias positivas vindas da China e ajudadas também pela melhora na percepção do risco fiscal após a guinada no discurso do ministro Wellington Dias.

Ele disse, em entrevista ao Broadcast, que não há estudo no governo para reajustar o bolsa família, o oposto do que ele mesmo declarou pouco mais de um mês atrás.

Já as taxas curtas seguiram de lado, à espera do comunicado do Copom desta quarta-feira sobre os próximos passos da política monetária, uma vez que a decisão deste mês já está dada, com alta de 1 pp, elevando a Selic a 14,25%.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,745% (de 14,730% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,485% (14,530%); Jan/29 a 14,315% (14,425%); Jan/31 a 14,500% (14,580%) e Jan/33 a 14,520% (14,610%).

(Téo Takar)