Petróleo cai após cessar-fogo na área de energia da Ucrânia; retomada de ataques de Israel ao Hamas limita queda
O petróleo recuou de forma moderada nesta terça-feira, após Vladimir Putin concordar com um cessar-fogo parcial na Ucrânia por 30 dias, preservando a infraestrutura de energia do país. Já a possibilidade de um acordo mais amplo ainda será negociada.
A notícia ajudou a compensar o novo agravamento das tensões no Oriente Médio, com Israel retomando os ataques contra o Hamas. O mercado segue atento a uma possível escalada do conflito, com o envolvimento do Irã, o que poderia causar impactos no mercado de petróleo.
O Brent para maio terminou em baixa de 0,71%, a US$ 70,56 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês caiu 0,92%, a US$ 66,75 por barril, na Nymex.
Petróleo tem queda moderada após Putin concordar com cessar-fogo na área de energia
[18/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O evento mais aguardado do dia, a conversa entre Donald Trump e Vladimir Putin, gerou um otimismo momentâneo nos mercados, que já se dissipou. O acordo de cessar-fogo ficou restrito à infraestrutura de energia da Ucrânia, por 30 dias.
Putin se recusou a concordar com um cessar-fogo mais amplo, como os EUA buscavam. Mas Putin aceitou iniciar negociações imediatamente, visando um “cessar-fogo marítimo no Mar Negro, cessar-fogo total e paz permanente”.
O petróleo foi o ativo que mais reagiu às declarações. Há pouco, o Brent/maio operava em baixa de 0,58% (US$ 70,66), enquanto o WTI/abril caía 0,87% (US$ 67,00).
Em NY, depois de duas sessões de recuperação, as bolsas operam em baixa (Dow Jones -0,71%; S&P500 -1,16%; Nasdaq -1,78%) com a cautela antes do Fed falando mais alto, assim como as preocupações com o ritmo de crescimento da economia e do risco de retomada da inflação, diante da guerra comercial de Trump.
Por aqui, o rali do Ibovespa continua (+0,61%, aos 131.631 pontos), com alta acumulada de mais de 7% em março, embalado pelo fluxo gringo positivo e pelos estímulos anunciados ontem pela China.
A possibilidade de o Copom sinalizar amanhã o encurtamento do atual ciclo de aperto da Selic ajuda a empurrar os juros futuros para baixo (DI Jan/27 a 14,440%; Jan/29 a 14,210%). O dólar também ajuda no recuo das taxas, operando em queda de 0,31%, a R$ 5,6690.
(Téo Takar)
Ouro fecha em novo recorde com temor de recessão nos EUA e ataques no Oriente Médio
O ouro voltou a registrar recorde no pregão desta terça-feira impulsionado por temores de recessão da economia americana e com novos conflitos no Oriente Médio.
Na Comex, o ouro para entrega em abril subiu 1,15% a US$ 3.040,8 por onça- troy. Em uma semana, o ouro já subiu 5%, atingindo uma alta de quase 15% desde o início do ano. Em 2024, a cotação do metal dourado avançou 27%.