Ibovespa mantém tendência de alta das últimas sessões e retoma os 131 mil pontos; big techs pressionam NY

[18/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Descolado do exterior, o Ibovespa manteve a tendência de alta das últimas sessões e retomou o patamar dos 131 mil pontos, em meio ao mercado avaliando o programa do governo de isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil.

O índice ganhou 0,49%, aos 131.474,73 pontos, com volume de R$ 21,3 bilhões.

O movimento ainda continuou refletindo os estímulos econômicos anunciados ontem pela China. Assim, Vale subiu 0,74% (R$ 57,52).

Com elevação mais contida, Petrobras ON registrou +0,08%, a R$ 39,33, e Petrobras PN, +0,08%, a R$ 36,19.

A maior valorização do dia foi da JBS, com +17,89%, a R$ 38,61, estimulada pelo acordo entre a controladora J&F e o BNDESPar que definiu mecanismo de proteção sobre listagem de ações da companhia em NY.  

O dólar à vista seguiu abaixo da linha dos R$ 5,70 e fechou com queda moderada de 0,25%, a R$ 5,6721.

Em NY, as bolsas terminaram o dia no terreno negativo, pressionadas principalmente pelo forte recuo das empresas de tecnologia. Dow Jones cedeu 0,62% (41.581,50). S&P500 recuou 1,06% (5.614,72). Nasdaq caiu 1,71% (17.504,2).

Amanhã, o Fed divulga sua decisão de juros e a expectativa é de que o BC americano manterá os juros estáveis entre 4,25% e 4,5%. Uma boa demanda no leilão de títulos de 20 anos nos EUA pressionou os rendimentos dos Treasuries.

Juros futuros médios e longos voltam a cair em linha com dólar e Treasuries; curtos travam antes do Copom

Os juros futuros repetiram movimento de ontem e recuaram a partir do vencimento de janeiro de 2027, ajudados pela nova queda do dólar e do rendimento dos Treasuries, além do maior apetite do investidor por ativos de risco domésticos.

Já os vencimentos curtos tiveram oscilações contidas, refletindo as expectativas para o Copom, que deve confirmar nova alta de 1pp da Selic nesta quarta-fera, mas pode sinalizar o fim do ciclo de aperto em breve, dados os sinais de perda de tração da economia.

Lá fora, as incertezas sobre o impacto da guerra comercial de Trump sobre a atividade e a inflação se juntaram à expectativa pelo comunicado da reunião do Fed de amanhã, uma vez que o BC americano não deve mexer nos juros, por enquanto.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,725% (de 14,745% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,420% (14,485%); Jan/29 a 14,195% (14,315%); Jan/31 a 14,380% (14,500%); e Jan/33 a 14,410% (14,520%).

(Téo Takar)

Dólar segue abaixo dos R$ 5,70 com ajuda de fluxo gringo, enquanto investidor aguarda Copom e Fed

O dólar à vista seguiu abaixo da linha dos R$ 5,70 e fechou com queda moderada nesta terça-feira, ainda apoiado por fluxo estrangeiro positivo, tanto para bolsa como renda fixa. Investidores se antecipam à decisão do Copom desta quarta-feira, que deve elevar a Selic em 1 pp, para 14,25%, mas possivelmente sinalizar que o fim do ciclo de aperto está próximo por conta da desaceleração da atividade econômica.

Lá fora, o dólar também recuava frente aos pares, com o mercado à espera da reunião do Fed, que não deve mexer nos juros americanos, mas pode indicar a volta dos cortes em algum momento deste ano.

O dólar à vista fecha em baixa de 0,25%, a R$ 5,6721, após oscilar entre R$ 5,6565 e R$ 5,7150. Às 17h05, o dólar futuro para abril tinha queda de 0,33%, a R$ 5,6865.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,13%, aos 103,231 pontos. O euro subia 0,23%, para US$ 1,0947. E a libra ganhava 0,10%, a US$ 1,3004.

(Téo Takar)