Dólar fecha abaixo dos R$ 5,65 com ajuda de Powell e maior apetite por risco
O dólar voltou a cair nesta quarta-feira, ajudado pelo maior apetite dos investidores pelo risco, especialmente após a decisão do Fed e a entrevista de Jerome Powell.
O presidente do Fed repetiu que o BC americano não tem pressa para mexer nos juros e ponderou que eventuais efeitos inflacionários das políticas tarifárias de Donald Trump tendem a ser transitórios. Ele também considerou que as expectativas de inflação estão bem ancoradas.
O Fed também anunciou a desaceleração no ritmo de redução do seu balanço patrimonial, o que mexeu com a curva de juros e fez os rendimentos dos Treasuries caírem, tirando força do dólar lá fora.
No cenário doméstico, destaque para os dois leilões de linha realizados pelo Banco Central para rolagem integral de US$ 2 bilhões em papéis que vencerão em 2 de abril. O BC vendeu todo o lote, de US$ 1 bilhão por leilão, e já agendou para amanhã mais dois leilões com a mesma finalidade e mesmo montante.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, a R$ 5,6480, após oscilar entre R$ 5,6325 e R$ 5,6931. Às 17h06, o dólar futuro para abril caía 0,49%, a R$ 5,6615.
Lá fora, o índice DXY subia 0,26%, para 103,510 pontos. O euro caía 0,41%, a US$ 1,0898. E a libra perdia 0,03%, a US$ 1,2995.
(Téo Takar)
Petróleo sobe com piora do clima no Oriente Médio, apesar da forte alta nos estoques dos EUA
O petróleo ignorou o forte aumento nos estoques americanos na última semana e fechou em alta nesta quarta-feira, diante do agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
Israel voltou a atacar o Hamas na faixa de Gaza e declarou que matou os principais líderes do grupo na região. Além disso, os Houthis também retomaram os ataques na região do Mar Vermelho, o que levou os EUA a elevarem o tom contra o Irã, acusado de financiar o grupo.
Investidores também monitoraram os novos ataques tanto por parte da Rússia como pela Ucrânia, após os países concordarem com um cessar-fogo parcial na área de energia.
O DoE informou hoje que os estoques de petróleo dos EUA aumentaram 1,745 milhão de barris na semana, mais que o triplo da alta de 500 mil barris projetados pelos analistas.
Os estoques de gasolina tiveram queda de 527 mil barris, menos do que a projeção de redução de 2,4 milhão barris. Já os estoques de destilados recuaram 2,812 milhões de barris, contrariando previsão de alta de 100 mil barris.
O Brent para maio teve alta de 0,31%, a US$ 70,78 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês sobe 0,23%, a US$ 66,91 por barril, na Nymex.
Ouro fecha em ligeira alta antes do Fed
Os futuros de ouro fecharam praticamente estáveis, com o contrato para abril subindo 0,01% a US$ 3.041,2 por onça-troy, atingindo um novo recorde histórico ante aumento de demanda por ativos de segurança depois dos novos ataques de Israel em Gaza.
Também contribui para a força do ouro as preocupações com os efeitos das tarifas de Trump na economia americana. Ainda hoje, o Fed vai divulgar sua decisão de juros. A expectativa é de que os juros fiquem estáveis entre 4,25% e 4,50%