Investidor embolsa ganhos na B3 e ajusta DIs após Copom hawkish; NY patina no day after do Fed
[20/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa (-0,38%, aos 132.000 pontos) engata uma correção moderada nesta quinta-feira, encerrando sequência de 6 altas, com investidores aproveitando para embolsar parte do ganho acumulado de mais de 7% em março, enquanto repercutem as decisões do Copom e de outros BCs mundo afora.
Já os juros futuros avançam (DI Jan/26 a 14,850%; Jan/27 a 14,615%; Jan/29 a 14,335%), se ajustando à sinalização de que a Selic continuará subindo em maio, ainda que em um ritmo menor, e que a porta para nova alta em junho permanece aberta.
Em NY, as bolsas chegaram a subir pela manhã, ainda na esteira da decisão do Fed de ontem, mas já perderam fôlego e operam com perdas moderadas (Dow Jones -0,15%; S&P500 -0,35%; Nasdaq -0,48%).
Os juros dos Treasuries também ensaiam uma virada, depois de recuarem mais cedo (T-Note de 2 anos a 3,9626%; 10 anos a 4,2398%).
O dólar à vista sobe 0,28%, a R$ 5,6639, em linha com a alta da moeda no exterior (DXY +0,43%, aos 103,869 pontos).
(Téo Takar)
Em seu 6º pregão seguido de alta, Ibovespa supera os 132 mil pontos; NY tem ganho expressivo após Fed
[19/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
À espera da decisão do Copom e após o Fed manter os juros inalterados, como esperado, o Ibovespa fechou nesta quarta-feira em sua sexta alta seguida, acompanhando a tendência externa e embalado especialmente pelo avanço das ações cíclicas.
O índice ganhou 0,79%, aos 132.508,45 pontos, ficando perto dos 133 mil pontos na máxima do dia. O volume somou R$ 24,3 bilhões.
Os papéis da Petrobras ficaram mistos, com o ON subindo (+0,48%; R$ 39,52) e o PN caindo (-0,08%; R$ 36,16). Já Vale recuou 0,17% (R$ 57,42), seguindo o minério de ferro.
O dólar à vista voltou a cair, ajudado pelo maior apetite dos investidores pelo risco, especialmente após a decisão do Fed e a entrevista de Jerome Powell, fechando em baixa de 0,42%, a R$ 5,6480.
Em NY, as bolsas tiveram alta expressiva depois da decisão do Fed. O maior ganho foi do Nasdaq, de 1,41% (17.750,79), impulsionado pela recuperação da Tesla (+4,682%), Broadcom (+3,6%) e Warner Bros Discovery (+5,10%). Dow Jones subiu 0,93% (41.965,74) e S&P 500 avançou 1,08% (5.675,34).
Os rendimentos dos Treasuries recuaram.
Juros futuros médios e longos seguem recuo dos Treasuries após Fed; curtos esperam pelo Copom
Os juros futuros de vencimentos intermediários e longos voltaram a cair nesta quarta-feira, na esteira do recuo do dólar e dos rendimentos dos Treasuries após a decisão do Fed.
O BC americano informou que vai desacelerar o ritmo de redução do seu balanço patrimonial, o que provocou uma inversão da curva de juros por lá logo após o comunicado.
Os DIs com vencimentos mais curtos permaneceram estacionados hoje, à espera da decisão do Copom de logo mais, que já tem contratada uma alta de 1 pp da Selic, para 14,25%, mas pode sinalizar um fim próximo do atual ciclo de aperto monetário em função da desaceleração da economia doméstica.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,720% (de 14,725% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,400% (14,420%); Jan/29 a 14,110% (14,195%); Jan/31 a 14,280% (14,380%); Jan/33 a 14,320% (14,410%).
(Téo Takar)