Dólar passa por correção após acumular queda de mais de 4% diante do real
O dólar passou por correção nesta quinta-feira, depois de acumular queda de mais de 4% diante do real neste mês, acompanhando a recuperação da moeda americana frente aos pares e às divisas emergentes no exterior.
Lá fora, o mercado se ajustou ao recado do Fed, de que continuará cauteloso e sem pressa para cortar juros, diante dos riscos inflacionários da guerra comercial de Donald Trump. A queda do minério de ferro na China também prejudicou as moedas dos países produtores.
Aqui, o recado mais duro do Copom, deixando a porta aberta para novas altas da Selic, impulsionou os juros futuros e diminuiu o apetite por risco na bolsa.
O dólar à vista fechou em alta de 0,49%, a R$ 5,6758, após oscilar entre R$ 5,6479 e R$ 5,6814. Às 17h03, o dólar futuro para abril subia 0,48%, a R$ 5,6900.
Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,38%, aos 103,816 pontos. O euro caía 0,48%, a US$ 1,0852. E a libra recuava 0,31%, a US$ 1,2964.
(Téo Takar)
Petróleo sobe com sanções indiretas dos EUA ao Irã e redução de produção de membros da Opep+
O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, após os EUA anunciarem novas sanções com efeitos indiretos sobre o Irã e a Opep+ anunciar um plano de redução de produção de sete países membros.
Os EUA decidiram anunciar sanções pela primeira vez a um “teapot” chinês, ou refinaria independente, e a embarcações que fornecem óleo bruto para essa unidade. A China é a maior importadora de petróleo iraniano e as refinarias “teapot” são as principais compradoras do produto.
Já a Opep+ informou hoje que Rússia, Iraque, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão e Omã apresentaram um plano de compensação da produção de petróleo. Esses países vêm produzindo mais do que o previsto nos cortes voluntários feitos pelos membros do cartel.
A medida deve representar cortes entre 189 mil e 435 mil barris por dia e está prevista para acontecer até junho de 2026. O Brent para maio fechou em alta de 1,72%, a US$ 72,00 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês subiu 1,73%, a US$ 68,07 por barril, na Nymex.
Ouro fecha em alta com incertezas tarifárias e tensão no Oriente Médio
O ouro fechou em alta nesta quinta-feira, com a manutenção da busca por ativos de segurança diante das incertezas relacionadas à política tarifária de Donald Trump e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.
No fechamento, o ouro para abril fechou em alta de 0,08%, a US$ 3043,80 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange.
Suporte veio do tom dovish do presidente do Fed, Jerome Powell, ao dizer que a inflação provocada pelas tarifas é transitória, e pela projeção de mais dois cortes de juros em 2025.
Hoje, a Citi Research elevou sua meta de preço do ouro para os próximos três meses de US$ 3.000 para US$ 3.200 por onça-troy, citando a robusta demanda do setor oficial e a maior demanda de fundos negociados em bolsa, as ETFs, informa a Dow Jones Newswires.