Dólar sobe com falas de membros do Fed e preocupações com risco fiscal, mas acumula baixa na semana
O dólar à vista voltou a subir nesta sexta-feira, dando sequência ao movimento de recuperação iniciado ontem, na esteira das decisões do Fed e do Copom.
Diante da agenda esvaziada, os investidores monitoraram as declarações dos dirigentes do Fed Austan Goolsbee e John Williams, que repetiram o discurso de Jerome Powell, de que o BC americano não tem pressa para cortar juros e precisa observar mais dados, devido ao elevado nível de incerteza econômica.
Por aqui, os investidores digeriram os detalhes do Orçamento de 2025, aprovado no fim da tarde de ontem pelo Congresso. O texto trouxe projeções de despesas abaixo do estimado pelo mercado e a inclusão de gastos sem previsão de compensação integral, piorando a percepção de risco fiscal.
O dólar à vista fechou em alta de 0,74%, a R$ 5,7177, após oscilar entre R$ 5,6823 e R$ 5,7345. Mesmo com as altas de hoje e ontem, a moeda acumulou baixa de 0,45% nesta semana e recua 3,36% em março. Às 17h10, o dólar futuro para abril avançava 0,81%, a R$ 5,7345.
Lá fora, o índice DXY subia 0,28%, aos 104,138 pontos. O euro caía 0,36%, a US$ 1,0815. E a libra perdia 0,40%, a US$ 1,2917.
(Téo Takar)
Petróleo registra segunda semana consecutiva de alta
Os contratos futuros de petróleo fecharam com ligeira alta, perto da estabilidade, em dia calmo nos mercados em semana marcada por tensões geopolíticas em meio ao conflito no Oriente Médio e sanções contra o Irã.
Também deu suporte aos preços a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de cortar a produção, o que deve deixar a oferta mais apertada.
No fechamento, o Brent para junho subiu 0,19% a US$ 71,61 por barril e o WTI para maio avançou 0,30% a US$ 68,28. A commodity registrou a segunda semana consecutiva de alta, com o Brent ganhando 2,2% e o WTI em alta de 2,1%.
Bolsas não definem rumo em dia de vencimento de opções; dólar volta a subir
[21/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
A agenda fraca aqui e lá fora nesta sexta-feira deixa as bolsas em NY (Dow Jones +0,11%; S&P500 -0,05%; Nasdaq +0,13%) e o Ibovespa (+0,08%, aos 132.061 pontos) sem uma tendência muito clara e com oscilações relativamente contidas.
Porém, os vencimentos triplo de opções e futuros lá fora e de opções sobre ações aqui devem “apimentar” os ativos nestas últimas duas horas de pregão.
O dólar à vista (+0,74%, a R$ 5,7180) segue a tendência de recuperação iniciada ontem, depois de acumular perda superior a 4% no mês. No exterior, a moeda americana também avança sobre os pares (DXY +0,21%, aos 104,068 pontos), após Donald Trump reiterar as ameaças de novas tarifas recíprocas a partir do início de abril.
Os juros futuros operam em leve alta (DI Jan/26 a 14,895%; Jan/27 a 14,685%, Jan/29 a 14,465%) enquanto os rendimentos dos Treasuries seguem mistos (T-Note de 2 anos cai a 3,9459%; 10 anos sobe a 4,2500%).
Entre os poucos destaques do dia, o presidente do Fed de NY John Williams disse que a política monetária americana está no lugar certo dado o desempenho da economia e perspectivas incertas.
(Téo Takar)