Fed e Copom surpreendem investidores com suas aguardadas decisões de política monetária
A semana das decisões de política monetária mais aguardadas do trimestre termina com os investidores pegos duplamente de surpresa: o Fed que era para ser hawkish foi dovish. E o Copom que era para ser dovish foi hawkish.
Jerome Powell injetou otimismo nos mercados ao considerar que a guerra tarifária causará aumento da inflação, mas a alta será “transitória”.
Já Galípolo e sua turma deram um choque de realidade ao cravarem nova alta da Selic em maio, ainda que menor do que 1 pp, deixando a porta aberta em junho para novos ajustes, se necessário.
E o Orçamento de 2025 finalmente virou realidade, ao ser aprovado ontem pelo Congresso, o que é uma boa notícia. A má notícia é que o mercado não achou que ele seja realista, ao considerar um superávit de R$ 15 bilhões nas contas do governo neste ano sendo que, só o programa pé de meia, que ficou de fora das contas, deve custar esse montante ou até um pouco mais.
Na próxima semana, o foco do mercado global deve se concentrar nas questões geopolíticas, com os EUA tentando acelerar um acordo de paz na Ucrânia, Israel e EUA aumentando a pressão contra o Irã, os europeus preocupados com a ameaça de Trump de deixar a Otan, e o mundo todo atento às ameaças tarifárias do presidente americano.
Bom fim de semana! (Téo Takar)
Ibovespa tem ganho moderado, com apoio de Petrobras e bancos; NY vira e registra ligeira alta
[21/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa terminou a sexta-feira com ganho moderado, em uma sessão cautelosa, com agenda esvaziada, em dia de exercício de opções sobre ações, apoiado pelo desempenho de ações do sistema financeiro e da Petrobras.
]O índice fechou em alta de 0,30%, aos 132.344,88 pontos. Inflado, o volume alcançou R$ 33,1 bilhões (dado preliminar). Na semana, o Ibovespa subiu 2,63%.
Diante do ligeiro avanço do petróleo, Petrobras ON registrou +1,61% (R$ 40,34) e Petrobras PN, +1,55% (R$ 36,80). Já Vale subiu 0,37%, a R$ 57,45, na máxima e na contramão do minério de ferro.
O dólar à vista voltou a subir, dando sequência ao movimento de recuperação iniciado ontem, fechando em alta de 0,74%, a R$ 5,7177.
Em NY, as bolsas terminaram o pregão em ligeira alta, apagando as perdas vistas no início da sessão, depois de o presidente Donald Trump ter dito que as tarifas que serão anunciadas no dia 2 de abril podem ser menores do que o esperado anteriormente.
Dow Jones avançou 0,07% (41.984,68). S&P500 subiu 0,08% (5.667,35). Nasdaq ganhou 0,52% (17.784,05). Na semana, os índices também registraram resultado positivo: Dow subiu 1,20%, S&P 500 teve elevação de 0,56% e Nasdaq ganhou 0,17%.
Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
Juros futuros sobem com detalhes do Orçamento alimentando receios sobre o risco fiscal
Os juros futuros encerraram a sexta-feira com altas moderadas, refletindo a cautela do mercado com o risco fiscal após a aprovação do Orçamento de 2025 pelo Congresso, no fim da tarde de ontem.
Economistas avaliaram que o saldo positivo de R$ 15 bilhões nas contas públicas deste ano, previsto na peça orçamentária, não condiz com a realidade. O número não considera, por exemplo, o gasto com o programa pé de meia, que ficou em apenas R$ 1 bilhão no texto, mas na prática pode alcançar os R$ 15,5 bilhões.
Os investidores também estão preocupados com novas medidas do governo para continuar estimulando a economia. Segundo apurou o Estadão, está em estudo uma linha de crédito para apoiar pequenas reformas de imóveis, além da ampliação do MCMV para família de classe média, com renda até R$ 12 mil por mês.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,930% (de 14,865% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,780% (14,695%); Jan/29 a 14,535% (14,440%); Jan/31 a 14,640% (14,590%); e Jan/33 a 14,630% (14,610%).
(Téo Takar)