Ibovespa recua após ruídos sobre arcabouço fiscal; NY sobe com tarifas de Trump no foco

[24/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado]

Descolado do exterior, a cautela prevaleceu no Ibovespa na sessão desta segunda-feira, em meio aos ruídos causados por declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o arcabouço fiscal.

O índice fechou em baixa de 0,77%, aos 131.321,44 pontos, com volume de R$ 18,3 bilhões.

As blue chips também recuaram, na contramão de suas respectivas commodities. Vale registrou -0,52% (R$ 57,15), Petrobras ON, -0,25% (R$ 40,24) e Petrobras PN, -0,14% (R$ 36,75).

O dólar à vista voltou a subir diante do real, pelo 3º dia seguido, acompanhando o movimento da moeda americana frente aos pares no exterior e reagindo às falas de Haddad, e fechou em alta de 0,61%, a R$ 5,7524.

Em NY, as bolsas tiveram ganho expressivo, depois de comentários do presidente Donald Trump sugerindo que planeja adotar uma abordagem mais direcionada para as tarifas que serão anunciadas em 2 de abril, o que trouxe alívio para o mercado em torno das preocupações de que a guerra tarifária seria inflacionária e paralisaria a e economia.

Dow Jones subiu 1,42% (42.582,58). S&P 500 avançou 1,76% (5.767,5). Nasdaq ganhou 2,27% (18.188,59). Os rendimentos dos Treasuries também subiram.

Juros futuros sobem na véspera da Ata do Copom, com risco fiscal no radar

Os juros futuros subiram nesta segunda-feira, em meio à cautela na véspera da ata do Copom, ruídos sobre mudanças no arcabouço fiscal e ainda preocupações com medidas populistas do governo que podem elevar o gasto público.

Pela manhã, declarações confusas do ministro Fernando Haddad, sugerindo que o arcabouço fiscal poderia sofrer ajustes, respingaram sobre o câmbio e os juros.

Além disso, cresce o clima de desconfiança entre os investidores sobre a capacidade do governo aprovar o projeto de isenção do IR até R$ 5 mil com todas as compensações previstas, dada a resistência dentro do Congresso em taxar os super ricos.

Também há dúvidas em relação ao tamanho do impacto da medida. Enquanto o governo fala em pouco mais de R$ 25 bilhões de renúncia fiscal, cálculos de agentes do mercado apontam para R$ 37 bilhões.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,030% (de 14,930% na sessão anterior); Jan/27 a 14,920% (14,780%); Jan/29 a 14,720% (14,535%); Jan/31 a 14,840% (14,640%); e Jan/33 a 14,850% (14,630%).

(Téo Takar)

Dólar sobe com ruídos sobre arcabouço fiscal e rumores de alívio nas tarifas de Trump

O dólar à vista voltou a subir diante do real nesta segunda-feira, pelo 3.º dia seguido, acompanhando o movimento da moeda americana frente aos pares no exterior e reagindo a ruídos em declarações dadas pela manhã pelo ministro Fernando Haddad.

Lá fora, o dólar avançou em meio ao dado mais forte de atividade no setor de serviços nos EUA e a rumores de que Donald Trump poderia aliviar parte dos seus planos de tarifas previstos para entrarem em vigor em 2 de abril.

Por aqui, Haddad afirmou em um seminário do Valor que os parâmetros do arcabouço fiscal podem mudar no futuro, caso haja maior estabilidade da dívida, inflação e juros, mas defendeu manter sua “arquitetura”.

Ele concordou parcialmente com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que disse que o próximo governo precisará de ajustes estruturais nas contas públicas. Haddad comparou a necessidade de ajustes à manutenção de um carro, ressaltando que reparos podem ser necessários, mas sem mudanças no modelo atual.

O dólar à vista fechou em alta de 0,61%, a R$ 5,7524, após oscilar entre R$ 5,7033 e R$ 5,7728. Às 17h08, o dólar futuro para abril avançava 0,58%, a R$ 5,7670.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,20%, aos 104,293 pontos. O euro caía 0,12%, a US$ 1,0802. E a libra tinha leve alta de 0,04%, a US$ 1,2922.

(Téo Takar)