Ibovespa reduz ritmo de alta, mas ainda termina sessão com ganho moderado; NY fica perto da estabilidade  

[25/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Em recuperação após a baixa da véspera, o Ibovespa chegou a ultrapassar o patamar dos 133 mil pontos na máxima do dia, mas reduziu o ritmo de ganhos, ainda fechando em alta moderada de 0,57%, aos 132.067,69 pontos, embalado pelo fluxo de capital externo e em meio à Ata do Copom com tom hawkish. O volume somou R$ 19,6 bilhões.

O movimento foi amparado principalmente pelo avanço das ações ligadas a commodities e dos principais bancos, que desaceleraram na parte da tarde. Petrobras ON subiu 0,97% (R$ 40,63), Petrobras PN ganhou 0,79% (R$ 37,04) e Vale teve elevação de 0,33% (R$ 57,34).

O dólar à vista recuou para a casa dos R$ 5,70, motivado principalmente pelo apetite dos investidores estrangeiros por ativos brasileiros. A moeda americana fechou em baixa de 0,75%, a R$ 5,7092.

Em NY, as bolsas fecharam sem direção definida. A alta das empresas de tecnologia deu um pequeno empurrão no S&P 500 e Nasdaq enquanto Dow Jones foi mais pressionada, passando a maior parte do pregão em território negativo, ganhando um gás perto do encerramento – mesmo assim fechando próximo da estabilidade – em dia em que os comentários de Donald Trump sobre tarifas deixaram os investidores cautelosos.

Dow fechou em leve alta de 0,01% (2.587,44). S&P 500 subiu 0,16% (5.776,62). Nasdaq avançou 0,46% (18.271,86). Já os retornos dos Treasuries recuaram.

Juros futuros revertem alívio e sobem na esteira do risco fiscal

Os juros futuros médios e longos passaram boa parte da sessão em baixa, acompanhando o alívio no câmbio e nos juros dos Treasuries, mas passaram a subir no fim da tarde, com a volta das preocupações com o risco fiscal.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, admitiu hoje que a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil terá impacto sobre a arrecadação de Estados e municípios, mas, segundo ele, o montante não deve superar R$ 5 bilhões ao ano.

Já os juros curtos se mantiveram em alta durante toda a sessão, refletindo a Ata do Copom, que veio Hawk, como o mercado esperava, deixando claro que o ciclo de aperto ainda não está encerrado.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,115% (de 15,030% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,055% (14,920%); Jan/29 a 14,795% (14,720%); Jan/31 a 14,860% (14,840%); e Jan/33 a 14,850% (14,850%).

(Téo Takar)

Dólar recua com ajuda de fluxo gringo, de olho em ações baratas e carry trade favorável

O dólar à vista recuou para a casa dos R$ 5,70 nesta terça-feira, embalado principalmente pelo apetite dos investidores estrangeiros por ativos brasileiros. De um lado, há avaliação de que as ações estão baratas e que os possíveis riscos econômicos já estão embutidos nos preços.

De outro, a Ata do Copom divulgada hoje reforçou a expectativa de que a Selic continuará subindo em maio e, talvez, em junho, enquanto o Fed deve retomar os cortes nas taxas americanas em junho, caso se confirme a sinalização de Donald Trump de ser menos agressivo com sua política de tarifas comerciais, tornando o ‘carry trade” mais atrativo.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,75%, a R$ 5,7092, após oscilar entre R$ 5,6781 e R$ 5,7529. Às 17h04, o dólar futuro para abril caía 0,92%, a R$ 5,7160.

Lá fora, o índice DXY tinha leve baixa de 0,06%, aos 104,204 pontos. O euro caía 0,07%, para US$ 1,0792. E a libra subia 0,18%, a US$ 1,2945.

(Téo Takar)