Ibovespa registra nova alta moderada, limitada pela cautela externa; NY tem queda com novas tarifas
[26/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa novamente terminou a sessão com alta moderada, limitada pela cautela do mercado externo. O movimento é apoiado pelo avanço de ações ligadas a commodities e dos principais bancos.
O índice ganhou 0,34%, aos 132.519,63 pontos, com volume financeiro de R$ 20,9 bilhões.
Em linha com a valorização do petróleo e do minério de ferro, Petrobras ON subiu 1,06% (R$ 41,06), Petrobras PN avançou 0,94% (R$ 37,39) e Vale teve elevação de 0,61% (R$ 57,69).
O dólar à vista avançou diante do real, acompanhando o fortalecimento da moeda americana sobre os pares no exterior, fechando em alta de 0,41%, a R$ 5,7328.
Em NY, as bolsas tiveram queda acentuada depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu antecipar as tarifas sobre automóveis para hoje. Também pesa no mercado a expectativa de que o cobre seja a próxima vítima das tarifas comerciais.
Dow Jones caiu 0,31% (42.454,79). S&P 500 recuou 1,12% (5.712,20). Nasdaq perdeu 2,04% (17.899,01). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
Juros futuros avançam com investidor cauteloso antes do IPCA-15 e relatório de política monetária
Os juros futuros voltaram a subir nesta quarta-feira, ainda na esteira da Ata hawkish do Copom, e com investidores já se posicionando para o IPCA-15 de março e para o Relatório de Política Monetária, que saem nesta quinta-feira.
O avanço do dólar e dos juros dos Treasuries também afetaram as taxas mais longas, diante da piora do clima no exterior após Donald Trump confirmar que anunciará ainda hoje novas tarifas, tendo o setor automotivo como alvo desta vez.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,165% (de 15,115% na sessão anterior); Jan/27 a 15,145% (de 15,055%); Jan/29 a 14,900% (14,795%); Jan/31 a 14,980% (14,860%); e Jan/33 a 14,950% (14,850%).
(Téo Takar)
Dólar sobe com novas ameaças na guerra comercial de Trump e preocupações com quadro fiscal
O dólar à vista fechou em alta diante do real nesta quarta-feira, acompanhando o fortalecimento da moeda americana sobre os pares no exterior. O mercado reforçou a cautela em relação à guerra comercial de Donald Trump, depois que o presidente americano sinalizou que não haverá muitas exceções às tarifas recíprocas, que devem entrar em vigor no dia 2 de abril.
Além disso, Trump prometeu anunciar no fim desta tarde tarifas sobre importações de automóveis e também indicou que deve anunciar taxas sobre o cobre nas próximas semanas.
Por aqui, os investidores também seguiram cautelosos em relação ao cenário fiscal e à espera nesta quinta-feira dos dados do IPCA-15 de março e do Relatório de Política Monetária, que será acompanhado de entrevista de Gabriel Galípolo e Diogo Guillen.
O dólar à vista fechou em alta de 0,41%, a R$ 5,7328, após oscilar entre R$ 5,6958 e R$ 5,7479. Às 17h05, o dólar futuro para abril subia 0,51%, a R$ 5,7360.
Lá fora, o índice DXY avançava 0,37%, aos 104,565 pontos. O euro caía 0,36%, a US$ 1,0753. E a libra perdia 0,40%, a US$ 1,2891.
(Téo Takar)