Ibovespa alcança os 133 mil pontos, em dia de alívio dos juros futuros; NY volta a cair com cautela de investidores 

[27/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa sustentou o patamar dos 133 mil pontos no fechamento desta quinta-feira, em sessão favorável para os papéis sensíveis ao clico econômico, diante do alívio dos juros futuros, após o IPCA-15 de março ter vindo um pouco abaixo do esperado.

O índice teve ganho de 0,47%, aos 133.148,75 pontos, com volume financeiro de R$ 20,8 bilhões.

As blue chips também contribuíram para o resultado do Ibovespa. Petrobras ON registrou +1,02% (R$ 41,48), Petrobras PN, +0,75% (R$ 37,67) e Vale, +0,80% (R$ 58,15).

Em meio à expectativa de abertura do mercado no Japão para frigoríficos brasileiros, a maior alta do dia foi da JBS, com +5,83%, a R$ 41,95.

O dólar à vista retornou à casa dos R$ 5,75, acompanhando a valorização da divisa americana frente a outras moedas emergentes no exterior, e fechou em alta de 0,36%, a R$ 5,7533.

Por sua vez, Wall Street teve mais um dia de perdas, com os índices reagindo às tarifas de 25% sobre importação de automóveis divulgadas por Donald Trump no final do pregão de ontem. Os investidores agem com cautela diante da possibilidade de retaliação dos países atingidos.

Dow Jones caiu 0,37% (42.299,39). S&P 500 recuou 0,33% (5.693,23). Nasdaq perdeu 0,53% (17.804,04). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

Juros futuros recuam após IPCA-15 e relatório de política monetária

Os juros futuros passaram por correção nesta quinta-feira, devolvendo parte dos prêmios recentes, após a inflação medida pelo IPCA-15 de março (+0,64%) ter ficado um pouco abaixo das expectativas (+0,68%).

A queda nas taxas também encontrou respaldo no leilão de prefixados do Tesouro, com oferta menor que a usual, e no relatório de política monetária, que indicou que o BC espera uma desaceleração importante da economia em 2026.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,100% (de 15,165% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,000% (15,145%); Jan/29 a 14,780% (14,900%); Jan/31 a 14,880% (14,980%); e Jan/33 a 14,870% (14,950%).

(Téo Takar)

Dólar ganha força frente a moedas emergentes, em meio à guerra tarifária de Trump

Depois de duas sessões em baixa, o dólar retornou à casa dos R$ 5,75 nesta quinta-feira, acompanhando a valorização da divisa americana frente a outras moedas emergentes no exterior.

Investidores globais seguem apreensivos com as medidas tarifárias de Donald Trump e possíveis impactos inflacionários e sobre as economias de outros países, bem como eventuais retaliações.

Reportagem da Folha com fontes da Casa Branca alerta que Trump pretende taxar todos os setores da indústria brasileira, caso o país seja um dos incluídos no pacote de tarifas recíprocas previsto para entrar em vigor em 2 de abril.

O dólar à vista fechou em alta de 0,36%, a R$ 5,7533, após oscilar entre R$ 5,7227 e R$ 5,7707. Às 17h06, o dólar futuro para abril subia 0,17%, a R$ 5,7520.

Lá fora, o índice DXY caía 0,25%, para 104,287 pontos. O euro subia 0,52%, a US$ 1,0796. A libra ganhava 0,56%, a US$ 1,2949. O peso mexicano se desvalorizava (+0,32%, a 20,30 pesos/US$), assim como os pesos colombiano (+1,19%, a 4.173,5 pesos/US$) e o chileno (+0,92%, a 934,76 pesos/US$).

(Téo Takar)