Juros recuam após anteciparem Caged forte; NY sofre com apreensão sobre tarifas de Trump
[28/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O rumor que circulou nas mesas de operações no fim da tarde de ontem, de que o Caged de fevereiro viria acima de 400 mil empregos, se confirmou há pouco, com a geração recorde de quase 432 mil vagas, bem acima dos 225 mil postos esperados pelos economistas.
Como o mercado se antecipou à notícia, a reação ao dado foi comportada, com os juros futuros zerando os prêmios acumulados pela manhã e operando em leve baixa (DI Jan/27 a 14,970%; Jan/29 a 14,740%; Jan/31 a 14,830%).
O dólar à vista também virou e agora cai 0,04%, para R$ 5,7515. E o Ibovespa reduz a baixa a -0,45%, aos 132.545 pontos.
Além do Caged, o Tesouro divulgou aumento da dívida pública 3,3% em fevereiro sobre janeiro, para R$ 7,492 trilhões. O colchão de liquidez cresceu quase 20%, para R$ 880,78 bilhões.
Lá fora, persiste o clima de aversão ao risco em Wall Street, com investidores cautelosos com a proximidade de 2 de abril, data prometida por Trump para início das tarifas recíprocas.
Em NY, Dow Jones cai 1,60%, S&P500 recua 1,82% e Nasdaq perde 2,44%. Os juros dos Treasuries recuam (T-Note de 2 anos a 3,9252%; 10 anos a 4,2643%).
(Téo Takar)
Ouro dispara com temores de guerra comercial global
Os preços do ouro dispararam para um recorde histórico na sexta-feira, impulsionados pela crescente demanda por ativos seguros diante do temor de uma guerra comercial global, após a imposição de novas tarifas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Bancos centrais são grandes compradores, principalmente a China.
O contrato de ouro para abril fechou com alta de 0,83%, atingindo US$ 3.086,5 por onça troy, o maior valor de fechamento registrado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Na máxima intraday, o metal dourado atingiu US$ 3.094,9 a onça-troy, novo recorde intradiário. Na semana, o ouro avançou 1,74%.
Além disso, o preço do ouro foi impulsionado pelas tensões geopolíticas, como o agravamento do conflito no Oriente Médio e a falta de um acordo de cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia.
Bolsas da Europa fecham em queda na expectativa de mais tarifas na semana que vem
As bolsas da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira com os investidores ainda cautelosos sobre as tarifas aplicadas na importação de carros pelos EUA de 25% com impacto ainda incerto na indústria europeia, principalmente alemã.
Os investidores também estão de olho das tarifas recíprocas que serão divulgadas na próxima semana – prometidas por Donald Trump para o dia 2 de abril – e que poderão afetar ainda mais o bloco europeu.
Pressão veio também do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de fevereiro dos EUA que veio maior que o esperado em seu núcleo, a 2,8% na base anual, ante 2,7% esperados, o que pode levar o Fed a deixar os juros inalterados durante o ano todo.
Nos mercados europeus, a queda das ações de montadoras e mineradoras dominaram o pregão. Depois dos carros, a expectativa é de que o cobre seja penalizado com tarifas.
No fechamento, o FTSE 100 da bolsa de Londres caía 0,09% a 8.658,85, Dax de Frankfurt recuou 0,96% a 22.461,52 e CAC40 de Paris perdeu 0,89% a 7.933,50. Já o índice Stoxx 600 registrou queda de 0,78% a 542,10. Na semana, FTSE 100 subiu 0,14% , Dax recuou 1,88%, CAC40 perdeu 1,44% e Stoxx 600 teve queda de 1,38%.
(Eduardo Magossi)