Ibovespa segue tendência externa negativa e perde os 133 mil pontos; NY derrete com temor inflacionário e tarifas
[28/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Seguindo a tendência externa de aversão ao risco, em meio às preocupações quanto à entrada em vigor das tarifas impostas pela gestão Donald Trump, em 2 de abril, o Ibovespa terminou a sessão em queda, perdendo o patamar dos 133 mil pontos.
O índice recuou 0,94%, aos 131.902,18 pontos, com volume de R$ 18,2 bilhões. Na semana, a perda foi de 0,33%.
Em linha com suas respectivas commodities, Vale caiu 1,01% (R$ 57,56), na mínima, Petrobras ON baixou 0,99% (R$ 41,07) e Petrobras PN cedeu 0,64% (R$ 37,43).
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,15%, a R$ 5,7618, descolando-se da tendência de enfraquecimento das divisas emergentes frente à moeda americana no exterior.
Em NY, as bolsas terminaram o dia com forte queda, diante de dados que reacenderam temores de uma inflação resiliente e desaceleração no crescimento nos EUA. Na expectativa de mais tarifas na semana que vem, as ações de tecnologia derreteram, com Amazon, Meta e Alphabet recuando mais de 4%.
Dow caiu 1,69% (41.583,90). S&P 500 recuou 1,97% (5.580,94). Nasdaq perdeu 2,70% (17.322,99). Na semana, Dow teve queda de 0,96%, S&P 500 caiu 1,53% e Nasdaq registrou perda de expressivos 2,59%. Por sua vez, os retornos dos Treasuries também recuaram.
Dólar fecha longe das máximas após Caged forte abrir espaço para juro alto por mais tempo
O dólar à vista fechou em leve alta diante do real nesta sexta-feira, descolando-se da tendência de enfraquecimento das divisas emergentes frente à moeda americana no exterior.
O alívio no câmbio acompanhou o recuo dos juros futuros no meio da tarde, após a confirmação dos rumores que já circulavam no mercado desde ontem, sobre um Caged acima de 400 mil empregos em fevereiro. Foram criados quase 432 mil postos, bem acima dos 225 mil projetados pelos economistas.
O número reforça a expectativa de Selic elevada por mais tempo, o que é favorável ao “carry trade”.
Lá fora, as preocupações com a guerra comercial de Trump e a piora no sentimento do consumidor americano mantinham os investidores na defensiva.
O dólar à vista fechou em alta de 0,15%, a R$ 5,7618, após oscilar entre R$ 5,7470 e R$ 5,7820. Na semana, a moeda subiu 0,77%. Às 17h18, o dólar futuro para abril subia 0,39%, a R$ 5,7670.
Lá fora, o índice DXY caía 0,315, aos 104,010 pontos. O euro subia 0,27%, para US$ 1,0827. E a libra recuava 0,08%, a US$ 1,2942.
(Téo Takar)
Petróleo fecha em ligeira queda, mas termina semana alta
Os preços do petróleo fecharam em ligeira queda devolvendo os ganhos de ontem, após a rodada de dados econômicos nos EUA intensificar o sentimento de risco nas bolsas de Nova York e da Europa.
O movimento põe em segundo plano as tensões geopolíticas na Europa e no Oriente Médio, onde Israel bombardeou a capital do Líbano.
No fechamento, o petróleo Brent – referência mundial para junho negociado na ICE caiu 0,79% a US$ 72,76 por barril enquanto o WTI – referência americana – para maio, negociado na Nymex, recuou 0,80% a US$ 69,36 por barril.
Na semana, o Brent subiu cerca de 1,40% e o WTI avançou 1,50%. É a terceira semana consecutiva de ganhos.