Bolsas recuam com investidor cauteloso, à espera de definição de tarifas de Trump
[31/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O clima de cautela prevalece nos mercados nesta segunda-feira, com investidores à espera de alguma sinalização mais clara de Donald Trump sobre seu plano de tarifas recíprocas, previsto para entrar em vigor na quarta-feira.
Neste último pregão de março, o Ibovespa briga para sustentar os 130 mil pontos (-1,09%, aos 130.465), com liquidez reduzida (projetando R$ 15 bi de volume no fechamento), mas caminha para encerrar o mês com ganho acima dos 6%.
Em NY, as bolsas operam majoritariamente no vermelho (Dow Jones +0,38%; S&P500 -0,26%; Nasdaq -1,09%) e deve fechar março com perdas acumuladas acima dos 4%.
O dólar à vista (-0,68%, a R$ 5,7227) recua mais de 3% em março e segue na contramão do exterior hoje (DXY +0,18%, aos 104,230 pontos).
Já os juros futuros devolvem prêmios recentes (DI Jan/27 a 14,960%; Jan/29 a 14,755%), em linha com os rendimentos dos Treasuries, que também apontam para baixo (T-Note de 2 anos a 3,9109%).
(Téo Takar)
Semana termina com investidores já preocupados com a “super quarta” de Trump
A semana termina com os investidores já preocupados com a próxima, mais especificamente com o dia 2 de abril, que deve virar a “super quarta” de Donald Trump, que ele mesmo fez questão de apelidar de “Dia da Libertação” dos EUA.
O mistério sobre as chamadas “tarifas recíprocas” continua, inclusive se elas irão mesmo entrar em vigor nesse dia. Afinal, cada hora Trump diz uma coisa: primeiro afirma que as tarifas serão direcionadas apenas a uma parte dos parceiros comerciais, depois que elas atingirão todos os países e setores.
Uma fonte da Casa Branca disse à Folha que o Brasil está na mira, ainda que o governo brasileiro insista na tese de que a balança comercial dos EUA com o Brasil é favorável e que nós não somos um problema para Trump. Só nos resta esperar até quarta-feira.
Bom fim de semana! (Téo Takar)
Juros futuros se acomodam após Caged confirmar boato de mais de 400 mil empregos
Os juros futuros fecharam em alta moderada, depois dos prêmios iniciarem o dia apontando para cima, com investidores repercutindo o boato que circulou nas mesas de operações sobre o resultado do Caged de fevereiro, de que viria acima de 400 mil vagas.
Após a confirmação do rumor, com a criação de quase 432 mil empregos no mês passado, as taxas se acomodaram, mas ainda mantiveram o viés positivo, com o mercado precificando a Selic na casa dos 15% por mais tempo em função da economia aquecida.
As taxas longas também subiram, na contramão dos Treasuries, que recuaram com o mercado buscando proteção em meio às incertezas sobre a guerra comercial de Donald Trump.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,115% (de 15,100% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,060% (15,000%); Jan/29 a 14,820% (14,780%); Jan/31 a 14,940% (14,880%); Jan/33 a 14,940% (14,870%).
(Téo Takar)