Petróleo recua com temor sobre tarifas

Os preços do petróleo recuam nesta terça-feira, após fortes ganhos na sessão anterior, em um dia de volatilidade marcado pela cautela dos investidores diante da possibilidade de ampliação da guerra comercial, o que pode ter impacto no crescimento global.

Apreensão sobre desdobramentos da imposição de tarifas se sobrepõe a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas secundárias ao petróleo russo e de bombardear o Irã.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para maio caiu 0,39% (US$ 0,28), fechando a US$ 71,20 o barril. Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,37% (US$ 0,28), para US$ 74,49 o barril.

Ibovespa avança com ajuda de fluxo de gringo; Wall Street segue apreensiva na véspera do dia D de Trump

[1º/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa segue em alta (+1,14%, aos 131.748 pontos) nesta tarde, embalado principalmente pelas ações de commodities (Vale ON +1,53%; Petrobras ON +1,64% e PN +1,24%).

Operadores relatam fluxo positivo de capital externo, o que ajuda a manter o dólar à vista abaixo dos R$ 5,70 (-0,37%, a R$ 5,6842).

A agenda doméstica vazia e o maior apetite por risco doméstico também colaboram para os juros futuros continuarem devolvendo prêmios (DI Jan/27 a 14,860%; Jan/29 a 14,630%).

Lá fora, o cenário é outro, com investidores cautelosos na véspera do “Dia da Libertação” de Donald Trump. A Casa Branca informou no início da tarde que as tarifas recíprocas e sobre importações de veículos só entrarão em vigor no dia 3.

Mais cedo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, revelou que o anúncio das tarifas será feito por Trump amanhã, às 16h.

Além da questão da guerra comercial, dados mais fracos de atividade industrial e de emprego nos EUA, divulgados hoje, limitam o apetite por risco. Em NY, as bolsas não definem tendência (Dow Jones -0,42%; S&P500 +0,13%; Nasdaq +0,27%), enquanto os juros dos Treasuries recuam (T-note de 2 anos a 3,8503%; 10 anos a 4,1503%) e o dólar segue de lado frente aos pares (DXY +0,01%, aos 104,217 pontos).

(Téo Takar)

Ibovespa cai, com forte recuo da Vale pesando; NY registra alta antes de tarifas, com Nasdaq sendo exceção

[31/3/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado  

O Ibovespa terminou em baixa a sessão desta segunda-feira, recuando ao patamar dos 130 mil pontos, em meio às preocupações com os efeitos na economia da guerra comercial dos EUA, às vésperas da entrada em vigor das novas tarifas de importação impostas pela gestão Donald Trump.

O índice fechou em queda de 1,25%, aos 130.259,54 pontos, com volume de R$ 20,3 bilhões. No mês de março, o ganho acumulado foi de 6,08%.

Pesou no resultado o forte recuo de 1,49%, a R$ 56,79, dos papéis da Vale, afetados pela desvalorização do minério de ferro. Por outro lado, os ativos da Petrobras operaram na contramão da alta do petróleo. A ação ON caiu 0,61% (R$ 40,82) e a PN baixou 0,72% (R$ 37,16).

Já fora do Ibovespa, as ações do BRB tiveram ganhos expressivos, após a compra de uma fatia relevante do Banco Master pela instituição estatal. Na liderança entre as maiores altas do mercado à vista, BRB PN registrou +90,34% (R$ 13,00) e BRB ON, + 83,44% (R$ 13,74).

Com os investidores atentos aos movimentos de Trump, o dólar à vista fechou em baixa de 0,98%, a R$ 5,7053, em uma sessão de liquidez reduzida.

Por sua vez, as bolsas em NY terminaram o pregão sem direção definida, com Dow Jones e S&P 500 em território positivo e Nasdaq em ligeira queda. Os índices iniciaram o dia no vermelho, mas foram passando para o positivo ao longo da sessão.

Primeiro foi o Dow Jones. No meio da tarde, o S&P 500 também se recuperou do temor do impacto das tarifas de Trump, esperadas para quarta-feira. Dow subiu 1% (42.001,76). S&P 500 avançou 0,55% (5.611,85). Nasdaq perdeu 0,14% (17.299,29). Os retornos dos Treasuries recuaram.