Juros futuros voltam a cair com receio de estagflação nos EUA e Orçamento “light” no Brasil
Os juros futuros recuaram novamente nesta terça-feira, acompanhando a queda dos Treasuries e o alívio no câmbio, em meio a dados mais fracos de atividade nos EUA, reforçaram as preocupações com um risco de estagflação no país, na véspera do anúncio das tarifas recíprocas por Donald Trump.
No ambiente doméstico, diante da agenda esvaziada, investidores reagiram às declarações do secretário executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães, que disse que não há nenhuma discussão em curso no governo sobre a revisão da meta fiscal de 2026.
Ele informou que os ministérios empenharam R$ 24 bilhões no 1TRI25, o equivalente a 11,04% das despesas discricionárias autorizadas no PLOA, no total de R$ 217,49 bilhões.
Conforme o secretário de Orçamento Federal, Clayton Monte, a baixa execução do Orçamento no início de 2025 ajudou a criar uma espécie de “poupança” para eventuais bloqueios de despesas nos próximos meses. No atual ritmo, essa poupança chegaria no fim do ano em torno de R$ 70 bilhões.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,005% (de 15,015% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,855% (14,930%); Jan/29 a 14,595% (14,715%); Jan/31 a 14,720% (14,860%) e Jan/33 a 14,740% (14,870%).
(Téo Takar)
Ibovespa registra alta com commodities, mas perde força; NY fica sem direção definida antes de tarifas
[1º/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Em dia de agenda esvaziada, o Ibovespa terminou a primeira sessão de abril em alta, apoiada na valorização de ações ligadas a commodities, mas o índice perdeu força ao longo do dia, com a redução do fôlego desses papéis, fechando com ganho de 0,68%, aos 131.147,29 pontos. O volume somou R$ 24,7 bilhões.
Além de seguir o minério de ferro, as ações da Vale subiram 0,86% (R$ 57,19) influenciadas pelo anúncio de acordo da mineradora com a GIP para estabelecer uma joint-venture na Aliança Geração de Energia.
Também reduzindo o ritmo de alta, com a virada do petróleo, Petrobras ON registrou +0,51% (R$ 41,03) e Petrobras PN, +0,38% (R$ 37,30).
O dólar à vista fechou em baixa de 0,40%, a R$ 5,6824, com o real se beneficiando novamente do fluxo de capitais para mercados emergentes.
Em NY, os índices acionários ficaram sem direção definida na expectativa da divulgação das tarifas recíprocas amanhã. Os mercados financeiros têm estado voláteis nas últimas semanas, com os investidores avaliando as consequências econômicas dos extensos planos tarifários do presidente dos EUA, Donald Trump.
Dow Jones caiu 0,03% (41.990,96). S&P500 ganhou 0,38% (5.633,08). Nasdaq subiu 0,87% (17.449,89). Já os retornos dos Treasuries recuaram.
Real acompanha alta de divisas emergentes com fluxo gringo em busca de ativos mais rentáveis
O real se beneficiou novamente do fluxo de capitais para mercados emergentes nesta terça-feira, com investidores de olho na bolsa brasileira barata e na renda fixa atraente.
O noticiário doméstico esvaziado e dados mais fracos de atividade da economia americana colaboraram para a fraqueza do dólar. Porém, a cautela em relação às tarifas recíprocas de Donald Trump, que devem ser anunciadas nesta quarta-feira, limitou a queda da moeda americana.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,40%, a R$ 5,6824, após oscilar entre R$ 5,6734 e R$ 5,7323. Às 17h04, o dólar futuro para maio caía 0,36%, a R$ 5,7135.
Lá fora, o índice DXY tinha leve alta de 0,03%, aos 104,238 pontos. O euro caía 0,27%, para US$ 1,0789. E a libra operava quase estável (+0,01%), a US$ 1,2919.
(Téo Takar)