Dólar se recupera diante do real, mas perde força no mundo, antes de anúncio de Trump

O dólar oscilou em margem estreita nesta quarta-feira, com investidores em compasso de espera pelo anúncio das tarifas recíprocas de Trump, que ocorreu após o fechamento do mercado.

Lá fora, a moeda americana recuava frente aos pares, na contramão dos juros dos Treasuries, que avançam após o dado mais forte que o esperado da ADP colocar dúvidas sobre a trajetória de cortes de juros do Fed.

Aqui, o dado mais fraco de produção industrial pode levar o Copom a encurtar o ciclo de aperto monetário, limitando a atratividade do “carry trade”.

O dólar à vista fechou em alta de 0,25%, a R$ 5,6967, após oscilar entre R$ 5,6610 e R$ 5,7150. Às 17h15, o dólar futuro para maio caía 0,21%, para R$ 5,7000.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,70%, para 103,533 pontos. O euro subia 0,92%, a US$ 1,0890. E a libra avançava 0,70%, para US$ 1,3011.

(Téo Takar)

Petróleo tem ligeira alta mesmo com forte crescimento de estoques

Os preços do petróleo fecharam em ligeira alta nesta quarta-feira, enquanto os participantes do mercado se preparam para a divulgação das tarifas recíprocas dos EUA, que devem ser anunciadas às 17h (horário de Brasília).

Suporte vem do sentimento de que as tarifas provavelmente aumentarão a incerteza dos investidores e o risco de uma guerra comercial global, além de poder reduzir a demanda por petróleo.

Os investidores não precificaram no mercado o forte crescimento dos estoques americanos de petróleo, de 6,165 milhões de barris na semana passada, ante expectativa de queda de 700 mil barris, colocando o foco nas tarifas.

No fechamento, o Brent com vencimento em junho subiu 0,62% a US$ 74,95 por barril e o WTI com vencimento em maio avançou 0,72% a US$ 71,71.

Expectativa por tarifas de Trump deixa ativos de risco voláteis

[2/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Os ativos seguem bastante voláteis na tarde desta quarta-feira, a menos de duas horas da aguardada divulgação das tarifas recíprocas de Donald Trump. Segundo apuração da Sky News, haverá três níveis de tarifas, de 10%, 15% e 20%.

Há pouco, o Ibovespa seguia perto da estabilidade (-0,05%, ao 131.084 pontos) e giro baixo (projetando R$ 15,5 bi no fechamento), com os investidores claramente em compasso de espera.

Em NY, depois de mostrarem recuperação, os índices das bolsas dão sinais de perda de fôlego (Dow Jones +0,18%; S&P500 +0,22%; Nasdaq +0,38%).

Os juros dos Treasuries corrigem parte da queda recente (T-note de 2 anos a 3,9129%; 10 anos a 4,2046%), após o dado da ADP (+155 mil vagas) mostrar um mercado de trabalho mais forte que o previsto (+122,5 mil).

O mesmo ocorre com os DIs por aqui (Jan/27 a 14,865%; Jan/29 a 14,625%), apesar do dado de produção industrial em fevereiro (-0,1%) abaixo do esperado (+0,2%).

O dólar à vista segue comportado (+0,17%, a R$ 5,6920), mas na contramão da moeda americana no exterior, que cai forte diante dos pares (DXY -0,43%, aos 103,816 pontos).

(Téo Takar)