Petróleo tem perdas de cerca de 7% e cai para menor nível desde dezembro de 2021

Os contratos futuros do petróleo derreteram no pregão desta sexta-feira e fecharam em seu menor nível desde o final de 2021.

Os preços foram pressionados pelas tarifas retaliatórias da China contra os EUA depois que Trump anunciou taxas de 34% sobre os produtos chineses. A China retaliou também com tarifas de 34% sobre os bens americanos.

Pesa também o impacto desta guerra comercial sobre a economia chinesa, grande importador de petróleo, aumentando o risco de uma recessão global.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse hoje que as tarifas maiores que o esperavam podem levar a alta inflação, desaceleração de crescimento e a uma quebra da economia.

No fechamento, o petróleo Brent – referência mundial – caiu 6,50% para US$ 65,58 por barril enquanto o WTI – referência americana – para maio recuou 7,41% a US$ 61,99 por barril. Na semana, o Brent recuou 9% e o WTI perdeu 9,70%

(Eduardo Magossi)

Ouro fecha em queda de 2,8% com realização de lucros mas mantém acima de US$ 3 mil

Os preços do ouro fecharam em queda nesta sexta-feira e perderam o patamar de US$ 3.100 por onça-troy, pressionados pela forte volatilidade nos mercados globais.

Investidores seguem avaliando os desdobramentos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e as retaliações anunciadas pela China, que ampliaram os temores de uma recessão global.

O contrato do ouro para junho recuou 2,76%, encerrando o pregão a US$ 3.035,4 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O metal chegou a subir mais de 1% pela manhã, diante da busca por ativos considerados seguros. No entanto, virou para queda no período da tarde, pressionado por realização de lucros e liquidação de posições para cobrir perdas em outros ativos, segundo analistas do Commerzbank.

Resposta da China ao tarifaço de Trump pesa sobre ativos emergentes e acentua preocupação em Wall Street

[4/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

A resposta dura da China contra as tarifas recíprocas de Donald Trump continua pesando sobre os preços das commodities (Brent/junho -6,9%, a US$ 65,33), que despencam diante do receio de uma recessão global.

As moedas emergentes (peso mexicano +2,73%, a 20,50 pesos/US$) também sentem o baque, assim como as ações ligadas a insumos básicos (Vale ON -4,7%) ou de empresas fornecedoras de produtos (Embraer ON -5,05%) para as duas maiores economias do mundo.

O clima de aversão ao risco se acentuou mais um pouco no início da tarde, após Jerome Powell declarar que é possível que as tarifas gerem efeitos “mais persistentes” na inflação. Porém, ele repetiu que “é cedo” para pensar em mexer na política monetária. “Estamos esperando maior clareza antes de considerar ajustes.”

Por aqui, o dólar à vista dispara 3,52%, a R$ 5,8274, enquanto o Ibovespa perde 2,99%, aos 127.216 pontos.

Os juros futuros seguem relativamente comportados, depois da forte queda de ontem, com alta moderada apenas na ponta longa (DI Jan/27 a 14,350%; Jan/29 a 14,140%; Jan/31 a 14,420%.

Em NY, as bolsas derretem (Dow Jones -3,98%; S&P500 -4,58%; Nasdaq -4,63%), os juros dos Treasuries recuam (T-Note de 2 anos a 3,6406%; 10 anos a 3,9704%), enquanto o DXY dispara 0,96%, para 103,054 pontos.

(Téo Takar)